286 respostas claras às dúvidas mais comuns dos consumidores em Portugal — energia, telecomunicações, crédito, habitação, investimento, reforma, apoios, impostos, seguros e mobilidade. Procure ou filtre por tema. Conteúdo informativo; não constitui aconselhamento financeiro.
286 perguntas respondidas.
Sim, a Mowei é 100% gratuita para os utilizadores. Nunca cobramos por comparar nem por aceder aos resultados, e não precisa de pagar para usar as ferramentas e simuladores.
Através de um modelo de marketplace: quando pede para ser contactado por um fornecedor, esse fornecedor paga à Mowei por cada contacto qualificado. Este pagamento não influencia a ordenação dos resultados nem a pontuação de confiança — caso contrário perderíamos a confiança que é o nosso único ativo.
Sim. A ordem em que mostramos as ofertas não é influenciada por quanto um parceiro paga — pagamento e ordenação vivem em sistemas separados, por desenho e por código. Um teste automático na nossa pipeline bloqueia qualquer alteração que tente ligar a faturação ao algoritmo de ordenação.
Não. A Mowei é uma plataforma informativa: mostramos comparações lado a lado com custos reais e ferramentas de simulação, mas não damos aconselhamento financeiro personalizado nem escolhemos "o melhor" por si. As decisões são sempre suas — recomendamos confirmar com o fornecedor e, se necessário, com um profissional habilitado.
A Mowei compara em vários setores de consumo em Portugal: energia (eletricidade e gás), telecomunicações, seguros, crédito, banca, investimento e apoios sociais, entre outros. Cada vertical tem um regulador associado fixo para que possa verificar as entidades de forma independente.
Trabalhamos para que sim: os preços de energia são recalculados a partir dos componentes oficiais da ERSE, a pontuação de confiança combina mais de uma dúzia de fontes públicas independentes e cada página indica quando foi atualizada. Os valores são estimativas — o preço final depende do seu perfil concreto — e divulgamos sempre as relações comerciais.
Os preços de eletricidade e gás são recalculados a partir dos componentes oficiais da ERSE em vigor; as tarifas de telecomunicações mudam menos vezes e são verificadas a cada 30 dias; os restantes verticais são atualizados regularmente a partir dos tarifários em vigor. Cada página de comparação indica a data da última atualização.
Os dados de mercado e a pontuação de confiança provêm de fontes públicas independentes: reguladores setoriais (ERSE, ANACOM, ASF, Banco de Portugal, CMVM), plataformas de avaliações (Trustpilot, Google Reviews, Portal da Queixa), o Livro de Reclamações, entidades de defesa do consumidor como a DECO, e fontes técnicas como nPerf, Downdetector, DGEG e INE.
A pontuação Mowei Trust combina cinco dimensões — reputação, reclamações, regulador, serviço e especialistas — a partir de mais de uma dúzia de fontes públicas independentes. Aplicamos um ajuste estatístico (bayesiano) por volume de dados, para que fornecedores com poucas avaliações não sejam sobre nem subvalorizados por um único comentário.
Não. A ordenação assenta no custo estimado e na pontuação de confiança, com um limiar mínimo de confiança que impede que um fornecedor barato mas problemático apareça no topo. Nenhum fornecedor pode comprar uma posição mais alta nem alterar a sua pontuação — a ordem é a mesma para todos os utilizadores.
Não vendemos os seus dados. Só partilhamos os seus dados com um fornecedor quando é você a pedir para ser contactado, e no ecrã anterior mostramos de forma explícita a que parceiro vai ser encaminhado, que dados serão partilhados e como pode retirar o consentimento, ao abrigo do RGPD.
Não para comparar e usar as ferramentas — pode aceder livremente ao nome, tipo e valor estimado das ofertas. Criar uma conta gratuita desbloqueia detalhes adicionais (documentos, passos de ação, links oficiais), permite guardar simulações e retomar o processo mais tarde.
A Mowei é uma plataforma informativa de comparação e não é, por si, uma entidade do setor financeiro, segurador ou energético. Para cada vertical apontamos sempre para o regulador oficial onde pode verificar as entidades: CMVM (investimento), Banco de Portugal (banca e crédito), ASF (seguros), ERSE (energia), ANACOM (telecomunicações) e AT (impostos).
Se encontrar um preço desatualizado ou uma informação incorreta, diga-nos através da página de contacto e corrigimos. Para uma queixa formal contra um fornecedor, use a área de reclamações, onde o ajudamos a encaminhar o processo.
De momento a Mowei funciona como aplicação web, otimizada para telemóvel e computador — basta abrir mowei.pt no navegador, sem instalar nada. Pode adicionar o site ao ecrã inicial do telemóvel para um acesso rápido semelhante ao de uma app.
Desconfie de promessas de rendimento "garantido" e alto ao mesmo tempo, de pressão para decidir depressa, e de quem omite custos e riscos. Verifique se a entidade está registada no supervisor competente (CMVM para investimento, Banco de Portugal para banca, ASF para seguros). Rendimentos passados não garantem rendimentos futuros. Na dúvida, não avance e procure uma segunda opinião independente.
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Não. A Mowei foca-se em produtos regulados de poupança, investimento, crédito e serviços essenciais. As criptomoedas são ativos de risco elevado, não regulados como depósitos ou fundos, e fora do âmbito de comparação da Mowei. Quem considere investir deve fazê-lo com dinheiro que pode perder e informar-se sobre a tributação aplicável junto da AT.
Não — e é uma escolha deliberada. A Mowei é informativa, não dá aconselhamento personalizado nem elege "o melhor" produto. O que fazemos é diferente e, para a maioria das decisões, mais útil: explicamos os critérios que distinguem as opções, mostramos a comparação lado a lado com os custos e condições reais, e indicamos onde confirmar a entidade no supervisor oficial (CMVM para investimento, Banco de Portugal para banca, ASF para seguros, ERSE para energia) e a fiscalidade na AT. Divulgamos também qualquer relação comercial. Não lhe mostramos a resposta — damos-lhe tudo para a encontrar e decidir.
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Um fundo de emergência é uma reserva de dinheiro líquido para cobrir despesas imprevistas (perda de emprego, avaria, doença) sem recorrer a crédito. A regra geral varia com a sua situação laboral: cerca de 3 meses de despesas essenciais para emprego estável sem dependentes, 6 meses com dependentes, e mais para rendimentos irregulares. Deve estar num instrumento seguro e de fácil mobilização — não investido em ações ou ETF.
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A ordem habitualmente recomendada é: primeiro pagar dívidas de juro alto, depois construir o fundo de emergência, e só depois investir o excedente. Investir com dívida cara por pagar costuma ser desvantajoso, porque o juro da dívida supera o retorno esperado. Comece o fundo com uma meta parcial e automatize uma transferência mensal fixa. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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É organizar o dinheiro de forma a saber, a qualquer momento, quanto entra, quanto sai e para onde vai — sem complexidade desnecessária. Na prática assenta em quatro pilares: um orçamento que reflete os gastos reais, um fundo de emergência, ausência de dívida cara e poupança automática. Não exige conhecimentos avançados nem rendimentos altos; exige método e constância.
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Comece por três coisas: (1) registar todas as despesas de um mês para saber a realidade; (2) listar dívidas por taxa de juro, da mais cara para a mais barata; (3) automatizar uma transferência mensal para poupança, mesmo que pequena. Só depois faz sentido pensar em investir. A ordem investir antes de ter fundo de emergência; manter dívida de cartão a render juros; deixar contas e seguros renovar sem comparar; e confundir poupar com investir. Outro erro recorrente é não incluir as despesas anuais (IMI, IUC, seguros) no planeamento mensal, o que faz o orçamento parecer mais folgado do que é.
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A Mowei tem calculadoras gratuitas para cada etapa: orçamento familiar, fundo de emergência, salário líquido, juros compostos, objetivos de poupança e simuladores de PPR, ETF e depósitos a prazo. Há ainda comparadores de energia, telecomunicações, seguros e banca para reduzir os gastos fixos. Todas são informativas e não substituem aconselhamento personalizado.
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Poupar é pôr dinheiro de lado em produtos líquidos e de baixo risco (conta-poupança, depósito a prazo) para objetivos de curto prazo e emergências. Investir é aplicar dinheiro em ativos com risco e horizonte mais longo (ações, ETF, PPR) à procura de rendimento acima da inflação. A regra prática: poupa-se primeiro o fundo de emergência; investe-se o excedente que não vai ser preciso nos próximos anos.
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Comece pelos conceitos que usa todos os meses — orçamento, juro, taxa anual, fundo de emergência — antes dos temas de investimento. A secção Aprender da Mowei organiza estes temas em aulas curtas e há um diagnóstico inicial que sugere por onde começar conforme a sua situação. Aprender e aplicar em paralelo, numa ferramenta de cada vez, consolida melhor do que ler tudo de uma vez.
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Sim, sobretudo pelo hábito e pelo efeito do tempo. Montantes pequenos mas constantes, investidos ao longo de anos, beneficiam de juro composto — o rendimento gera novo rendimento. O simulador de juros compostos da Mowei mostra como uma poupança mensal modesta cresce em 10, 20 ou 30 anos. O fator decisivo costuma ser a regularidade, não o valor inicial.
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Introduza o seu código postal, tipo de imóvel e consumo mensal e o Mowei compara os preços dos fornecedores do mercado livre que temos em base de dados, mostrando o plano de menor custo para o seu perfil, com a fonte e a data de atualização. Compare sempre pelo custo total — termo fixo mais consumo —, não apenas pelo preço por kWh.
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A tarifa simples tem um preço único por kWh, 24 horas por dia. A bi-horária tem dois preços: vazio (noite e fins de semana) e fora de vazio. A tri-horária tem três: ponta, cheia e vazio. A escolha depende dos seus horários de consumo.
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Não. A mudança de comercializador é gratuita em Portugal e o processo é tratado automaticamente entre o novo e o antigo fornecedor. Se estiver em período de fidelização, pode haver uma penalização de saída — o Mowei mostra esta informação nos resultados.
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A potência contratada (kVA) determina quantos aparelhos pode usar em simultâneo e afeta a componente fixa da fatura — quanto maior a potência, mais paga no termo fixo. Um apartamento T1/T2 tipicamente precisa de 3,45 kVA. Pode pedir a redução ao distribuidor (E-Redes).
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O gás canalizado (natural) é fornecido por rede e pago ao m³ com escalões de consumo definidos pela ERSE. O gás de garrafa (butano 13 kg ou propano 45 kg) é comprado por unidade, com preços regulados pela DGEG e atualizados periodicamente.
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A mudança é gratuita e demora, em média, cerca de 5 dias úteis, com um prazo máximo de 3 semanas previsto na regulação da ERSE. Não precisa de comunicar o fim do contrato ao fornecedor atual — cabe ao novo comercializador tratar de todo o processo.
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Não. A rede de distribuição é a mesma independentemente do comercializador, por isso o fornecimento de energia continua normalmente durante todo o processo de mudança. A legislação portuguesa não permite o corte do fornecimento por motivo de mudança de comercializador.
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A tarifa bi-horária tende a compensar quando uma parte significativa do consumo ocorre nas horas de vazio (noite e fins de semana). Segundo a ERSE, costuma valer a pena quando o consumo em vazio supera cerca de um terço do total; se a casa está ocupada e consome ao longo do dia, a tarifa simples pode ser mais vantajosa. Confirme sempre as horas de vazio do seu ciclo (diário ou semanal).
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A fatura combina um termo fixo (a potência contratada, em kVA, que paga mesmo sem consumir) e um termo variável (a energia consumida, em kWh, ao preço da sua opção tarifária). Inclui ainda a Tarifa de Acesso às Redes (TAR), a Contribuição Audiovisual (CAV) e o IVA, que é de 6% sobre algumas componentes (como o termo fixo até 3,45 kVA e a CAV) e 23% sobre o restante. A ERSE disponibiliza a explicação oficial de cada parcela.
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A Tarifa Social é um regime de desconto de 33,8% sobre o termo de energia e o termo fixo de potência, criado pelo DL 138-A/2010 para agregados em carência económica ou que recebam apoios sociais (como RSI, CSI, Pensão Social, Abono de Família do 1.º ou 2.º escalão ou prestações de desemprego). Também pode qualificar por rendimento anual abaixo de um limite calculado com base no IAS. Pode verificar a elegibilidade e estimar a poupança na nossa calculadora.
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Se já recebe um benefício social elegível, a atribuição é automática — a Segurança Social notifica o comercializador, pelo que basta confirmar na fatura se o desconto está aplicado. Se for elegível por rendimento mas não tiver atribuição automática, contacte o seu comercializador com os comprovativos de rendimento do agregado e peça expressamente a Tarifa Social de Eletricidade.
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Sim. Em contratos celebrados à distância (telefone ou internet) tem 14 dias para cancelar livremente, sem custos e sem justificação; em contratos celebrados ao domicílio (porta-a-porta) o prazo é de 30 dias. Se o fornecedor não o tiver informado deste direito, o prazo pode estender-se até 12 meses. Envie o pedido por escrito e guarde o comprovativo.
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Depende da sua zona geográfica e das suas necessidades. NOS, MEO e Vodafone cobrem mais de 90% do território em fibra. Compare a velocidade de download, o número de canais, o preço depois do período promocional e o serviço pós-venda para o seu perfil.
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Internet de banda larga (fibra ou cabo), televisão por subscrição e telefone fixo num único contrato mensal. Alguns operadores incluem também tarifário móvel no mesmo pacote (quad-play), normalmente com desconto.
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Sim. A portabilidade do número é gratuita e obrigatória por lei em Portugal, tanto para fixo como para móvel, e é pedida ao novo operador. Por regra é concluída em cerca de um dia útil; durante a chamada janela de portabilidade pode haver uma interrupção do serviço de até 3 horas, sobre a qual o operador deve avisar com antecedência.
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A fibra ótica transmite dados por luz e oferece velocidades simétricas (download igual a upload) com menor latência. O cabo coaxial usa o mesmo meio da TV por cabo e é geralmente mais lento no upload. Em zonas urbanas, ambos podem oferecer velocidades de download elevadas.
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No final do período de fidelização (normalmente 24 meses) pode sair sem custos. Antes disso, há situações que permitem rescindir sem penalização — como desemprego involuntário, incapacidade permanente ou alteração unilateral do contrato pelo operador. Pode estimar o custo de sair antecipadamente na nossa calculadora.
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A fidelização é o período mínimo em que se compromete a manter o contrato em troca de condições como descontos ou equipamento. Se sair antes do fim, a Lei 16/2022 limita a penalização a, no máximo, 50% das mensalidades em falta no 1.º ano e 30% no 2.º ano — o operador pode cobrar menos, conforme o subsídio de equipamento ainda por amortizar.
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Compare a poupança anual com a alternativa face à penalização estimada de saída, para ver ao fim de quantos meses recupera o custo (break-even). Se esse break-even for curto face ao tempo de contrato que ainda falta, mudar pode compensar. A nossa calculadora faz esta conta por si.
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Depende do tipo de alteração. Se for uma modificação das condições do contrato, o operador tem de a comunicar com pelo menos um mês de antecedência e informá-lo do direito de rescindir sem custos; tem então 30 dias para decidir, mesmo dentro da fidelização. Se o contrato já previa uma atualização anual indexada a um índice público (como a inflação medida pelo INE), essa subida pode aplicar-se sem direito a rescisão sem custos. A ANACOM esclarece estas regras.
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Na portabilidade do número pode haver uma interrupção máxima de cerca de 3 horas (a janela de portabilidade), sobre a qual o novo operador deve avisar com pelo menos 12 horas de antecedência. Por atrasos ou interrupções do serviço face ao acordado, a ANACOM prevê compensações por cada dia em falta — consulte o operador e o Portal do Consumidor.
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Sim. Nos contratos celebrados à distância (por telefone ou internet) tem 14 dias para exercer o direito de livre resolução, sem custos e sem ter de justificar; nos contratos celebrados ao domicílio (porta-a-porta) o prazo é de 30 dias. Comunique a decisão por escrito e guarde o comprovativo, pois cabe-lhe a si provar que o pedido foi feito dentro do prazo.
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A Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) inclui todos os custos do crédito: a taxa de juro nominal, comissões de abertura e de gestão, seguros obrigatórios e outros encargos. É a única métrica fiável para comparar propostas de diferentes bancos, porque a TAN isolada não reflete o custo real. Pode comparar TAEG de vários produtos em /credito.
A TAN (Taxa Anual Nominal) é apenas a taxa de juro do empréstimo, sem comissões nem seguros. A TAEG acrescenta todos os encargos associados ao crédito e traduz o custo total anual. Dois empréstimos podem ter a mesma TAN mas TAEG diferentes — compare sempre pela TAEG.
Na taxa fixa a prestação mantém-se inalterada durante o prazo (ou o período acordado), o que dá previsibilidade orçamental. Na taxa variável, indexada à Euribor (3, 6 ou 12 meses) mais um spread bancário, a prestação sobe ou desce com os índices de mercado. A escolha depende da sua tolerância ao risco e da expectativa de evolução das taxas — informação oficial em clientebancario.bportugal.pt.
Na taxa mista o contrato começa com um período de taxa fixa (por exemplo, os primeiros anos) e depois passa a taxa variável indexada à Euribor mais spread durante o resto do prazo. Combina a previsibilidade inicial da taxa fixa com a exposição posterior ao mercado. As condições e durações de cada período variam entre bancos — confirme no preçário e nas fichas de informação normalizada.
O spread é a margem que o banco acrescenta à taxa de referência (a Euribor) num crédito a taxa variável, definida livremente por cada instituição. Reflete fatores como o risco de crédito do cliente, a relação entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel (LTV) e o custo de financiamento do banco. Pode negociar o spread e compará-lo entre propostas — é uma das variáveis com maior impacto na prestação.
Sim. Pode pedir renegociação ao banco atual a qualquer momento ou transferir o crédito para outro banco (portabilidade). A legislação facilitou este processo e prevê prazos de resposta a propostas concorrentes. Confirme as condições e eventuais comissões de reembolso antecipado antes de avançar.
A taxa de esforço, ou DSTI, é a percentagem do rendimento mensal líquido consumida pelas prestações de todos os créditos. O Banco de Portugal define recomendações macroprudenciais sobre o limite aplicável, e os bancos fazem sempre uma análise individual. Consulte o valor em vigor em clientebancario.bportugal.pt e estime a sua margem em /ferramentas/quanto-posso-pedir.
A capacidade máxima depende do seu rendimento líquido, das dívidas que já tem, do prazo e da taxa de juro, dentro das regras prudenciais do Banco de Portugal. Os bancos também aplicam testes de stress, simulando uma subida da taxa para verificar se continua a conseguir pagar. Pode obter uma primeira estimativa em /ferramentas/quanto-posso-pedir, mas o valor final resulta sempre da análise do banco.
O prazo máximo legal para crédito pessoal é, em regra, de 7 anos (84 meses), com exceções para finalidades específicas como crédito automóvel. Prazos mais longos reduzem a prestação mensal mas aumentam o custo total de juros. Compare a TAEG e o montante total a pagar, não apenas o valor da prestação.
A comissão de processamento (ou de cobrança da prestação) é um encargo que alguns bancos cobram em cada prestação para gerir o pagamento do empréstimo. Outros encargos frequentes são a comissão de abertura, de avaliação do imóvel e de reembolso antecipado. Todas estas comissões entram no cálculo da TAEG e constam do preçário do banco e da ficha de informação normalizada.
A consolidação (ou crédito consolidado) junta vários créditos num único empréstimo, com uma só prestação, normalmente mais baixa por alargamento do prazo. Pode aliviar o orçamento mensal, mas alongar o prazo costuma aumentar o custo total de juros pago no fim. Compare a TAEG e o montante total imputado antes e depois de consolidar.
O mapa de responsabilidades de crédito é o documento da Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal que lista todos os seus créditos, cartões, descobertos e garantias ativos, bem como o histórico de cumprimento. Qualquer cidadão pode pedi-lo gratuitamente no Portal do Cliente Bancário (clientebancario.bportugal.pt), com autenticação por Chave Móvel Digital ou Cartão de Cidadão, ou presencialmente num balcão do Banco de Portugal. É atualizado mensalmente.
O Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI) obriga o banco a tentar uma solução antes de avançar para tribunal quando há atraso no pagamento de um crédito. A integração ocorre, em regra, entre o 31.º e o 60.º dia de incumprimento, ou de imediato se o cliente o solicitar. O banco deve avaliar a situação e apresentar pelo menos uma proposta de regularização. Saiba mais em /credito/persi-pari.
O PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento) é preventivo: obriga o banco a contactar o cliente quando deteta sinais de dificuldade, antes de existir incumprimento. O PERSI é remediativo: ativa-se quando o incumprimento já ocorreu e procura uma solução extrajudicial. Ambos resultam do Decreto-Lei n.º 227/2012 e são obrigatórios para os bancos. Detalhes em /credito/persi-pari.
Os Serviços Mínimos Bancários são uma conta bancária básica garantida por lei (DL 27-C/2000), com uma comissão anual máxima limitada a 1% do Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Incluem conta à ordem, cartão de débito, transferências, débitos diretos e acesso a banca online. Qualquer residente em Portugal tem direito, sem teste de meios nem comprovativo de rendimento. Calcule a poupança em /ferramentas/servicos-minimos-bancarios.
A comissão de manutenção é um valor periódico que muitos bancos cobram só por manter a conta à ordem aberta. Em bancos tradicionais costuma haver isenção se domiciliar o ordenado ou mantiver um saldo médio mínimo; vários bancos digitais não cobram esta comissão. Quem pretende um custo limitado por lei pode pedir a conta de Serviços Mínimos Bancários. Compare comissões em /banca.
A conta-ordenado é uma conta à ordem onde domicilia o seu salário ou pensão, o que muitas vezes dá acesso a isenção de comissões de manutenção e a outras condições do banco. A vantagem depende das contrapartidas exigidas (saldo mínimo, número de domiciliações, subscrição de outros produtos). Pode mudar de banco comunicando o novo IBAN ao empregador, sem custo. Compare condições em /banca.
No cartão de débito o dinheiro sai de imediato da sua conta à ordem. No cartão de crédito o banco adianta o valor e você paga depois, na data de vencimento, podendo optar por pagamento total ou faseado. O cartão de crédito permite diferir pagamentos, mas cobra juros (TAEG) se não liquidar a totalidade do saldo. Saiba mais em /cartao-credito.
Pague sempre 100% do saldo até à data de vencimento, em vez de apenas o mínimo, e evite usar o cartão de crédito para levantar dinheiro, pois esses levantamentos costumam vencer juros de imediato. Configurar o débito direto do saldo total ajuda a não falhar prazos. Assim usa o crédito como meio de pagamento sem custo de juros. Mais detalhes em /cartao-credito.
O descoberto bancário (saldo a descoberto) acontece quando faz pagamentos que ultrapassam o saldo disponível na conta, ficando temporariamente com saldo negativo. É uma forma de crédito de curto prazo, normalmente com juros elevados e, por vezes, comissões associadas. Um descoberto não autorizado pode ainda ter consequências no seu histórico de crédito — confirme as condições no preçário do banco.
O MB WAY é um serviço português que permite fazer transferências imediatas entre pessoas, pagamentos com o telemóvel e geração de cartões virtuais, associado ao seu cartão de débito ou crédito. As transferências entre particulares costumam ser gratuitas até certos limites, mas algumas operações ou montantes podem ter comissões definidas por cada banco. Verifique os limites e o preçário aplicável na sua instituição.
O fiador é quem garante o pagamento de um crédito caso o titular não cumpra, respondendo com o seu próprio património. É uma responsabilidade séria: o incumprimento do titular pode ser-lhe exigido e fica registado nas responsabilidades de crédito. Antes de assinar, avalie bem o risco e os montantes envolvidos — o seu mapa de responsabilidades (CRC) reflete também as fianças.
Sim. Não há limite legal ao número de contas bancárias em Portugal. É comum manter um banco principal para o ordenado e uma conta digital para o dia-a-dia ou para viagens. Avalie as comissões de cada conta para que ter várias não acrescente custos desnecessários. Compare opções em /banca.
Além da entrada (em regra 10% ou mais, já que o banco costuma financiar até 90% do valor), conte com IMT, Imposto do Selo, escritura e registo, e uma margem para obras e imprevistos. No total, os custos de entrada somam vários milhares de euros acima da entrada. As calculadoras de custos de entrada e de capacidade de crédito estimam estes valores para o seu caso.
Depende da sua estabilidade, do prazo que pretende ficar e da relação entre prestação e renda na sua zona. Comprar cria património mas implica custos de entrada e menor flexibilidade; arrendar é mais flexível mas não acumula capital. Simule os dois cenários com os seus números antes de decidir.
Esquecer os custos além do preço (IMT, Selo, escritura, obras); aceitar a primeira proposta de crédito sem comparar bancos pela TAEG; comprometer-se com uma prestação no limite sem margem para subidas de taxa; e não verificar apoios como a Garantia Pública Jovem. Simule a capacidade e os custos antes de assinar qualquer compromisso.
O Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) é pago pelo comprador no ato da escritura e a taxa varia com o valor de aquisição e a finalidade. Para habitação própria permanente existe isenção total até um determinado escalão e taxas reduzidas em escalões intermédios. Confirme os escalões e limites em vigor junto da Autoridade Tributária (AT).
Sim, mas com condições. O art. 270.º n.º 2 do CIRE isenta de IMT as vendas, permutas ou cessões de bens de uma empresa integrados em plano de insolvência, plano de pagamentos ou praticadas no âmbito da liquidação da massa insolvente. É necessário que o bem seja de uma empresa (não de uma pessoa singular) e que a aquisição ocorra dentro desses procedimentos formais. Fora deste âmbito — por exemplo, comprar um imóvel de um particular insolvente — aplica-se o IMT normal. Confirme o enquadramento com o administrador de insolvência ou um advogado antes da escritura.
Além da entrada, a compra implica IMT, Imposto do Selo (sobre a aquisição e sobre o mútuo do crédito), honorários de notário e taxas de registo predial, mais comissões bancárias. Estes encargos somam tipicamente alguns milhares de euros e são pagos na fase da escritura. Os valores exatos dependem do imóvel e do contrato — consulte a AT para os impostos e o seu banco para as comissões.
Há duas componentes: o Imposto do Selo sobre a aquisição, incidente sobre o valor da transação, e o Imposto do Selo sobre o mútuo (o empréstimo do crédito habitação), que varia consoante o prazo do contrato. Ambos são liquidados na escritura. As taxas aplicáveis constam do Código do Imposto do Selo — confirme os valores em vigor na Autoridade Tributária (AT).
São os honorários do notário e as taxas do registo predial, que cobrem o registo da aquisição e da hipoteca a favor do banco. Variam com o valor do imóvel e com o profissional escolhido. A nossa calculadora de custos de entrada estima estes encargos junto do IMT e do Imposto do Selo.
A avaliação bancária é a estimativa do valor do imóvel feita por um perito a pedido do banco, e serve de base ao montante de financiamento. O banco financia sobre o menor valor entre o preço de compra e a avaliação: se a avaliação ficar abaixo do preço, a diferença tem de ser coberta com fundos próprios. Conte com a avaliação como um dos custos iniciais do processo.
O LTV (loan-to-value) é a proporção entre o valor emprestado e o valor do imóvel. Segundo a recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, na compra de habitação própria permanente o financiamento não deve exceder, em regra, 90% do menor valor entre o preço e a avaliação — daí a necessidade de uma entrada. Consulte o Banco de Portugal para os limites em vigor.
O banco exige sempre um seguro multirriscos sobre o imóvel e, na prática, um seguro de vida que garante o pagamento do crédito em caso de morte ou invalidez do titular. Não é obrigatório contratá-los na seguradora associada ao banco — pode escolher outra seguradora com melhores condições. Compare coberturas e prémios antes de assinar.
O Contrato-Promessa de Compra e Venda (CPCV) é o compromisso escrito entre comprador e vendedor que fixa preço, prazos e penalizações antes da escritura. Na sua assinatura paga-se o sinal, normalmente uma percentagem do valor do imóvel, que é deduzido no pagamento final. Se o comprador desistir perde o sinal; se for o vendedor a desistir, em regra devolve o sinal em dobro.
Sim. Pode transferir o crédito para outra instituição em busca de melhores condições (spread mais baixo, outros seguros), desde que o novo banco cumpra as recomendações macroprudenciais do Banco de Portugal. A operação envolve uma amortização total no banco de origem e novos custos no banco de destino (avaliação, registo). Compare a TAEG e os encargos totais antes de mudar.
Sim, existe uma comissão de reembolso antecipado, com limites máximos definidos por lei: tipicamente mais baixa nos créditos de taxa variável do que nos de taxa fixa. As regras e eventuais suspensões temporárias têm mudado ao longo do tempo, por isso confirme o limite em vigor e o que consta do seu contrato no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal.
A Garantia Pública Jovem permite financiar até 100% do valor de aquisição ou avaliação (o menor dos dois) através de uma garantia do Estado, dispensando a entrada. É necessário cumprir requisitos cumulativos de idade, primeira habitação própria permanente, limite de valor do imóvel e limite de rendimento. Mesmo sendo elegível, o banco continua a avaliar a sua solvabilidade — verifique os requisitos na calculadora.
No arrendamento urbano regido pelo NRAU (Novo Regime do Arrendamento Urbano), é habitual o senhorio pedir uma caução, frequentemente equivalente a alguns meses de renda, como garantia do contrato. A caução deve ser devolvida no fim do contrato se não houver rendas em atraso nem danos. O NRAU define ainda regras de prazos, denúncia e atualização de renda — consulte o contrato e a legislação aplicável.
Sim. O certificado energético é obrigatório sempre que um imóvel é colocado no mercado para venda ou arrendamento, e a classe energética deve constar dos anúncios. É necessário para celebrar a escritura ou o contrato de arrendamento e informa o comprador ou inquilino sobre a eficiência energética do imóvel. É da responsabilidade do proprietário obtê-lo junto de um perito qualificado.
A taxa variável indexa-se à Euribor mais o spread do banco e pode subir ou descer ao longo do contrato; a taxa fixa dá estabilidade na prestação mas costuma ter uma TAN inicial mais elevada. Existem ainda soluções mistas. Compare sempre as propostas pela TAEG, que inclui seguros e comissões, e teste se aguenta a prestação num cenário de subida de taxa.
O spread é a margem comercial que o banco soma ao indexante (Euribor, na taxa variável) para formar a taxa de juro; reflete o risco que o banco associa ao cliente e à operação, pelo que tende a descer com um LTV mais baixo, rendimentos estáveis e uma boa taxa de esforço. Para negociar, peça propostas (FINE) a vários bancos e use-as como contraproposta, já que muitas instituições baixam o spread em troca de bonificações como domiciliação do ordenado e subscrição de seguros. Antes de fechar, compare sempre a TAEG e o MTIC e não apenas o spread isolado. Consulte as regras e simuladores oficiais no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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A Euribor é o indexante da taxa variável e existe em vários prazos; o prazo escolhido define de quanto em quanto tempo a sua prestação é revista (a Euribor a 3 meses revê a cada trimestre, a 6 meses semestralmente e a 12 meses anualmente). Prazos mais curtos acompanham mais depressa as descidas, mas também as subidas; prazos mais longos dão mais estabilidade à prestação durante esse período. Não existe uma escolha universalmente melhor — depende da sua tolerância ao risco e da expectativa de evolução das taxas. As regras de indexação e revisão estão explicadas no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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A taxa mista combina um período inicial de taxa fixa (por exemplo, os primeiros anos) com taxa variável indexada à Euribor no restante prazo do contrato. Faz sentido para quem quer proteger a prestação de subidas no arranque do crédito — quando o esforço financeiro costuma pesar mais — mantendo depois a possibilidade de beneficiar de descidas da Euribor. Tenha em conta que a transição para o período variável pode alterar significativamente a prestação e que amortizar ou transferir o crédito durante a fase fixa pode ter comissões mais elevadas. Veja as regras aplicáveis a cada tipo de taxa no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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Muitos bancos reduzem o spread em troca da contratação de produtos associados, como domiciliação do ordenado, seguros de vida e multirriscos, cartões ou contas, no chamado pacote de bonificações. Estas reduções podem fazer descer a taxa de forma apreciável, mas estão condicionadas à manutenção desses produtos — se cancelar o ordenado domiciliado ou um seguro, o spread pode subir automaticamente e encarecer a prestação. Por isso, some o custo real dos produtos exigidos à poupança no juro e compare sempre pela TAEG e pelo MTIC, e não apenas pelo spread bonificado. As regras de venda associada e bonificações constam do Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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O Banco de Portugal recomenda limites máximos para o prazo do crédito à habitação que dependem da idade do cliente, de forma a que o crédito tenda a estar pago dentro de uma idade razoável no final do contrato. Na prática, os prazos máximos contratados situam-se hoje em torno das poucas dezenas de anos e cada banco define a sua política de idade máxima ao fim do contrato dentro dessas recomendações. Prazos mais longos baixam a prestação mensal mas aumentam o total de juros pagos ao longo da vida do crédito. Consulte os limites e recomendações atualizados no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt); não fixe valores exatos sem confirmar a fonte oficial.
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A taxa de esforço, ou DSTI (debt service-to-income), mede o peso do total das prestações mensais de crédito no rendimento líquido mensal do agregado. O Banco de Portugal emitiu uma recomendação macroprudencial que fixa um limite de referência para esta taxa de esforço no novo crédito, admitindo apenas uma pequena percentagem de exceções e prevendo um teste de sensibilidade às subidas de taxa. Quanto mais baixa for a sua taxa de esforço, maior é a folga financeira e melhor a sua posição negocial. Consulte os limites concretos e as exceções em vigor no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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O stress test, ou teste de sensibilidade, é uma verificação em que o banco recalcula a sua prestação assumindo uma subida da taxa de juro, para confirmar que ainda conseguiria pagar caso a Euribor aumente. A recomendação macroprudencial do Banco de Portugal prevê este teste no cálculo da taxa de esforço dos créditos a taxa variável e mista, com agravamentos maiores quanto mais longo for o prazo. O objetivo é evitar que o cliente fique sobre-endividado se as taxas subirem. As regras deste teste estão descritas no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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A FINE é um documento padronizado a nível europeu que o banco é obrigado a entregar antes da contratação do crédito habitação, com todas as condições da proposta — montante, prazo, tipo de taxa, spread, TAN, TAEG, MTIC, seguros e comissões. Por ter um formato uniforme, permite comparar propostas de bancos diferentes lado a lado, ponto por ponto. Guarde sempre a FINE de cada banco para negociar e decidir com base em informação completa. A obrigatoriedade e o conteúdo da FINE estão explicados no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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Depois de receber a FINE com a proposta aprovada, a lei garante-lhe um período mínimo de reflexão durante o qual o banco está vinculado às condições apresentadas e você pode analisar com calma antes de assinar. Esse período serve para comparar propostas, pedir esclarecimentos e evitar decisões precipitadas, sem qualquer obrigação de aceitar. Aproveite esse tempo para confrontar a FINE com as de outros bancos e confirmar todos os custos. A duração e as regras do período de reflexão estão indicadas no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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A simulação é uma estimativa indicativa da prestação e das condições com base nos dados que introduz, não vincula o banco e serve para perceber a viabilidade da operação. A pré-aprovação resulta de uma análise preliminar do seu perfil e rendimentos e dá uma ideia mais firme do montante e condições, mas ainda está sujeita a documentação e à avaliação do imóvel. A aprovação definitiva só acontece depois da análise completa, incluindo a avaliação bancária e a verificação de todos os documentos, e é a que se materializa na FINE e na escritura. Pode começar pela nossa simulação e confirmar as regras no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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A hipoteca é a garantia real que o banco regista sobre o imóvel adquirido: significa que, se o crédito não for pago, o banco pode executar essa garantia e o imóvel pode ser vendido para recuperar a dívida. Em caso de dificuldade no pagamento, a lei prevê regimes de proteção como o PARI e o PERSI, que obrigam o banco a procurar soluções de renegociação antes de avançar para a execução. Se a venda do imóvel não cobrir toda a dívida, o cliente pode continuar responsável pelo valor remanescente, conforme o contrato. Procure apoio cedo e consulte os seus direitos no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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O fiador não é obrigatório por lei no crédito habitação, já que a principal garantia do banco é a própria hipoteca sobre o imóvel. Ainda assim, o banco pode pedir um fiador quando o rendimento ou a taxa de esforço do(s) titular(es) não cobre confortavelmente a operação, como forma de reduzir o risco. O fiador assume a responsabilidade pela dívida caso o titular não pague, pelo que deve ponderar bem antes de aceitar esse papel. As implicações de ser fiador estão explicadas no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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Na prática, o financiamento a 100% sem entrada é raro, porque a recomendação macroprudencial do Banco de Portugal limita o rácio entre o empréstimo e o valor do imóvel (LTV), exigindo geralmente uma percentagem de capitais próprios. Existem exceções, como imóveis detidos pelo próprio banco ou créditos com garantias adicionais, que podem permitir rácios mais altos. Por isso, na generalidade dos casos precisa de ter poupança para a entrada e ainda para impostos e despesas da compra. Confirme os limites de LTV e exceções em vigor no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt).
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As taxas do crédito habitação dependem sobretudo da evolução da Euribor (no caso da taxa variável) e da política do Banco Central Europeu, somadas ao spread negociado com cada banco, pelo que variam ao longo do tempo e de cliente para cliente. Para evitar decidir com base em valores desatualizados, consulte os indicadores oficiais e estatísticas de taxas no Cliente Bancário do Banco de Portugal (clientebancario.bportugal.pt) e os valores correntes da Euribor. A nossa recomendação é simular com os seus dados reais e pedir a FINE a vários bancos antes de comparar. Lembre-se de comparar pela TAEG e pelo MTIC, não apenas pela taxa anunciada.
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Na amortização parcial entrega um valor avulso que abate ao capital em dívida, reduzindo a prestação ou o prazo (escolhe o banco mediante a sua indicação); na amortização total liquida todo o capital em dívida de uma só vez e extingue o empréstimo. A lei limita a comissão de reembolso antecipado: nos créditos a taxa variável o teto legal é mais baixo do que nos créditos a taxa fixa, calculado sobre o capital que está a amortizar. Os valores exatos das comissões máximas estão fixados por lei e supervisionados pelo Banco de Portugal — confirme o teto aplicável e o procedimento no portal do BdP antes de avançar.
São mecanismos diferentes: a amortização parcial reduz o capital em dívida, e com isso os juros futuros calculados à taxa do contrato (TAN); um investimento tem uma rendibilidade variável, sujeita a impostos e a risco de perda. O Banco de Portugal descreve o efeito da amortização antecipada no custo total do crédito, e a CMVM descreve a relação entre rendibilidade esperada e risco nos produtos de investimento. Tenha presente a liquidez: o valor amortizado deixa de estar disponível para emergências. A Mowei não compara nem recomenda nenhuma das opções — a decisão depende da sua situação.
Pede a um novo banco uma proposta (Ficha de Informação Normalizada), e se aceitar, esse banco trata da transferência liquidando o seu crédito atual e assumindo a hipoteca. Os custos típicos são: avaliação do imóvel pelo novo banco, comissão de distrate junto do banco antigo, e registo predial da nova hipoteca; pode haver ainda a comissão de reembolso antecipado limitada por lei. Compensa quando a redução de spread/juros ao longo do prazo restante supera claramente estes custos iniciais — faça as contas com o capital em dívida atual e confirme as comissões máximas no Banco de Portugal.
Sim. Pode pedir ao seu banco a revisão do spread, do prazo ou de outras condições, normalmente por escrito e apresentando uma proposta concorrente de outro banco como argumento. O banco não é obrigado a aceitar, mas muitas vezes prefere baixar o spread a perder o cliente para uma transferência. Renegociar evita os custos de mudança (avaliação, distrate, registo), por isso vale a pena tentar esta via antes de transferir.
A lei protege quem entra em dificuldades através de dois mecanismos: o PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento), em que o banco acompanha sinais de risco e procura soluções antes do incumprimento, e o PERSI (Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento), que arranca quando há prestações em atraso. Durante o PERSI, o banco está impedido de avançar para execução e tem de avaliar a sua situação e propor soluções (carência, alargamento de prazo, refinanciamento). Contacte o banco logo aos primeiros sinais de dificuldade — quanto mais cedo, mais opções existem; saiba mais em /credito/persi-pari.
A dação em cumprimento é entregar o imóvel ao banco para saldar a dívida, evitando o processo judicial; só é possível por acordo e nem sempre extingue toda a dívida se o valor do imóvel não cobrir o capital em falta. A execução da hipoteca é o processo judicial que o banco pode iniciar quando o incumprimento persiste e o PERSI termina sem solução: o imóvel é penhorado e vendido para pagar a dívida. São cenários de último recurso — procure o banco e as soluções do PERSI muito antes de chegar aqui.
Na carência de capital paga, durante um período inicial, apenas os juros (e seguros), sem amortizar capital, o que reduz a prestação a curto prazo. Como o capital em dívida não baixa durante esse período, continua a vencer juros, pelo que o custo total do empréstimo aumenta e, terminada a carência, a prestação sobe. É útil para aliviar a tesouraria numa fase específica, mas convém perceber quanto fica a pagar a mais no final — simule o impacto antes de aceitar.
No capital decrescente, o capital seguro acompanha a redução do capital em dívida ao longo do tempo, ficando geralmente mais barato; no capital constante, o montante seguro mantém-se fixo e protege os herdeiros com uma sobra para além da dívida, mas custa mais. O seguro de vida costuma ser exigido pelo banco, mas a lei não o obriga a contratá-lo na seguradora do banco — pode escolher outra seguradora desde que a apólice cumpra as coberturas exigidas, e o banco não pode penalizá-lo por isso. Compare apólices em /seguros.
O seguro de incêndio do imóvel é legalmente obrigatório quando há propriedade horizontal, e na prática os bancos exigem um multirriscos (que inclui incêndio mais outras coberturas) como condição do crédito. Tal como no seguro de vida, não é obrigatório contratá-lo na seguradora indicada pelo banco — pode escolher outra seguradora desde que cumpra as coberturas mínimas exigidas. Vale a pena comparar prémios e coberturas, pois o multirriscos paga-se durante todo o prazo do crédito.
O distrate é o documento, emitido pelo banco, que declara a dívida totalmente paga e autoriza o cancelamento da hipoteca; sem ele, o registo da hipoteca continua a constar do imóvel. Depois de pagar a última prestação (ou de amortizar a totalidade), pede o distrate ao banco e usa-o para cancelar o registo da hipoteca na Conservatória do Registo Predial, ficando o imóvel livre de ónus. Confirme se há comissão de distrate e o procedimento exato com o seu banco.
Quando o casal separa o património, normalmente um dos ex-cônjuges fica com o imóvel e assume o crédito, o que exige o acordo do banco para retirar o outro titular (desvinculação) — o banco reavalia se quem fica tem capacidade financeira para o empréstimo sozinho. Se o banco não aceitar a desvinculação, ambos continuam responsáveis pela dívida apesar do divórcio; em alternativa, pode haver venda do imóvel e liquidação do crédito. Envolva o banco e aconselhamento jurídico cedo, pois a partilha e a alteração do contrato têm de ser articuladas.
O crédito habitação destina-se à aquisição de habitação própria, mas existe também crédito habitação para construção e para obras/remodelação, com finalidade específica e geralmente garantido por hipoteca do imóvel. As condições (montante, prazo, spread) variam conforme a finalidade declarada, e usar o crédito para um fim diferente do contratado não é permitido. Se já tem crédito habitação e quer financiar obras, fale com o banco sobre um reforço ou um produto dedicado.
Num crédito a taxa variável, a prestação resulta da Euribor do prazo contratado (3, 6 ou 12 meses) mais o spread; quando a Euribor sobe, a prestação sobe, e quando desce, a prestação desce. A atualização não é imediata: ocorre nas datas de revisão definidas no contrato, conforme o indexante — por exemplo, um crédito indexado à Euribor a 6 meses é revisto de seis em seis meses, usando a média da Euribor do período anterior. Por isso pode haver desfasamento entre o que vê no mercado e a sua próxima prestação.
O mapa de amortização lista, prestação a prestação, quanto paga de capital, quanto paga de juros e qual o capital que ainda fica em dívida. No início, a maior parte da prestação são juros e amortiza-se pouco capital; com o tempo, a parcela de capital cresce e a de juros diminui, mesmo que a prestação total se mantenha. Use-o para ver o capital em dívida atual (útil para amortizar ou transferir) e para perceber o efeito de uma amortização antecipada na redução de juros futuros.
O IMT é um imposto progressivo por escalões: aplica-se a taxa correspondente a cada faixa e, na prática, a Autoridade Tributária usa a fórmula «valor × taxa do escalão − parcela a abater», pelo que só a parte do preço dentro de cada escalão é tributada a essa taxa marginal. A base de cálculo é sempre o maior valor entre o preço declarado na escritura e o Valor Patrimonial Tributário (VPT) do imóvel. Os escalões e as taxas (diferentes para habitação própria e permanente, secundária/arrendamento e prédios rústicos) são atualizados periodicamente, por isso confirme sempre os valores em vigor no Portal das Finanças (AT). Pode estimar o valor para o seu caso na nossa ferramenta de compra de casa.
Sim, são dois impostos do selo distintos que muitas vezes coincidem na mesma compra. Um incide sobre a aquisição do imóvel (sobre o maior valor entre preço e VPT) e paga-se na escritura; o outro incide sobre o montante do crédito habitação contratado e é cobrado pelo banco quando o empréstimo é disponibilizado, com taxa que varia conforme o prazo do empréstimo. Quem compra a pronto pagamento paga apenas o primeiro; quem recorre a crédito paga ambos. As taxas exatas constam do Código do Imposto do Selo — confirme no Portal das Finanças (AT).
O VPT é o valor que a Autoridade Tributária atribui ao imóvel para efeitos fiscais e consta da caderneta predial. Importa na compra porque o IMT e o Imposto do Selo da aquisição incidem sobre o maior valor entre o preço negociado e o VPT — se o VPT for superior ao preço, paga imposto sobre o VPT. É também a base do IMI anual que o futuro proprietário passará a pagar. Pode consultar o VPT de um imóvel na caderneta predial, obtida no Portal das Finanças (AT).
São duas vias válidas para titular a compra e venda. No notário (escritura pública) ou num advogado/solicitador (documento particular autenticado) trata-se o contrato e depois faz-se o registo predial em separado, somando honorários e emolumentos. A Casa Pronta é um balcão único do IRN onde, num só ato e local, se paga os impostos, se titula a compra e se faz o registo, normalmente a um custo global mais baixo e com valores tabelados. Consulte os preços e procedimentos no site oficial Casa Pronta / IRN.
A certidão permanente do registo predial mostra a situação jurídica do imóvel e quem é o verdadeiro proprietário. Antes de comprar, verifique se existem ónus ou encargos registados — hipotecas, penhoras, usufrutos, servidões — e se há inscrições ou registos pendentes que possam afetar a transação. Confirme também que a descrição do imóvel coincide com o que está a comprar e que o vendedor é o titular inscrito. Pode pedir e consultar a certidão online no Portal do Registo Predial do IRN.
A caderneta predial urbana é um documento fiscal emitido pela Autoridade Tributária que identifica o imóvel para efeitos de impostos, incluindo a sua localização, composição, titulares e o Valor Patrimonial Tributário (VPT). Serve para confirmar o VPT que serve de base ao IMT, ao Imposto do Selo e ao IMI, e para verificar a identificação fiscal do prédio. Não confundir com a certidão permanente do registo predial: a caderneta é o documento fiscal (AT), a certidão é o documento jurídico (registo predial). Obtém-se no Portal das Finanças (AT).
No Contrato Promessa de Compra e Venda (CPCV), preste atenção ao valor e regime do sinal, aos prazos para a escritura, à descrição exata do imóvel e seus ónus, e às consequências do incumprimento de cada parte. Se vai recorrer a financiamento, peça uma cláusula de condição suspensiva de aprovação de crédito: ela faz depender o negócio da concessão do empréstimo, permitindo-lhe recuperar o sinal e desfazer o contrato sem penalização se o banco não aprovar dentro do prazo. Por se tratar de um contrato vinculativo, é prudente que seja revisto por um advogado ou solicitador. Veja o nosso guia de compra de casa para mais detalhe.
O sinal é o montante que o comprador entrega ao assinar o CPCV, normalmente uma percentagem do preço acordada entre as partes. Pela regra do sinal do Código Civil, se for o comprador a desistir sem justificação perde o valor entregue a título de sinal. Se for o vendedor a desistir, fica obrigado a devolver o sinal em dobro. O contrato pode prever regras ou montantes diferentes, pelo que convém ler bem o CPCV antes de assinar.
Em regra, a comissão de mediação imobiliária é paga pelo vendedor, que é normalmente quem contrata a agência para vender o imóvel, e só é devida se o negócio se concretizar. O valor não está fixado por lei, é livremente negociado e tem de constar por escrito no contrato de mediação, com indicação do IVA aplicável. Para o comprador, regra geral, esta comissão não é um custo direto — mas confirme sempre quem contratou a mediadora e o que ficou acordado no contrato.
A licença de utilização é o documento emitido pela Câmara Municipal que atesta que o imóvel pode ser usado para o fim a que se destina — no caso da habitação, que está apto a ser habitado (por isso também chamada licença de habitação ou de habitabilidade). Confirma que a construção respeita o projeto aprovado e as regras de urbanismo. Embora as regras de apresentação obrigatória na escritura tenham mudado, a maioria dos bancos continua a exigir este documento para conceder crédito habitação, e é uma garantia importante de segurança jurídica. Pede-se nos serviços de urbanismo da Câmara Municipal da localização do imóvel.
A ficha técnica de habitação (FTH) é um documento que descreve as características técnicas e funcionais do imóvel tal como foi construído ou reabilitado — materiais, infraestruturas, intervenientes na obra e equipamentos. Serve para dar ao comprador informação rigorosa sobre o que está a adquirir. Embora tenham mudado as regras quanto à sua apresentação obrigatória na escritura, a obrigação legal de a elaborar mantém-se e o comprador pode e deve solicitá-la para mais segurança jurídica. Confirme as regras em vigor junto da Câmara Municipal ou de fontes oficiais.
Além do preço, deve reservar uma margem para impostos (IMT e Imposto do Selo da aquisição), escritura e registo e, se houver crédito, os custos do empréstimo (Imposto do Selo sobre o crédito, comissões e avaliação). Como referência prática, quem compra com crédito costuma orçamentar na ordem dos 6% a 10% do preço em custos adicionais, enquanto quem compra a pronto tende a ficar mais perto da faixa inferior, sobretudo se beneficiar de isenções de IMT. O valor exato depende do preço, do VPT, do município e das isenções aplicáveis — confirme as taxas no Portal das Finanças (AT) e estime o seu caso na nossa ferramenta.
Sim. Não é obrigatório usar uma agência imobiliária para comprar ou vender casa — pode negociar diretamente com o vendedor (negócio entre particulares). Nesse caso, fica responsável por tratar de etapas que a mediadora costuma apoiar, como verificar a documentação do imóvel, redigir o CPCV e marcar a escritura, pelo que é prudente recorrer a um advogado ou solicitador. A Casa Pronta permite tratar de toda a parte de impostos, titulação e registo num só balcão, com ou sem agência.
A Casa Pronta é um serviço do Ministério da Justiça, prestado nos balcões do IRN e conservatórias do registo predial, que reúne num só local todas as formalidades da compra e venda de imóveis — com ou sem crédito bancário. Num único atendimento trata-se o pagamento dos impostos, a titulação do negócio e o registo predial em nome do comprador, evitando deslocações a vários serviços. Tende a ser mais rápido e mais barato do que fazer cada passo em separado, com custos tabelados conforme o tipo de operação. Consulte preços, marcações e procedimentos no site oficial Casa Pronta / IRN.
É um regime em que o Estado se assume como fiador junto do banco, cobrindo até 15% do valor da transação. Como os bancos costumam financiar no máximo 90% do valor (LTV), essa cobertura permite a jovens até 35 anos obter financiamento até 100% e comprar sem entrada própria. Aplica-se à 1.ª habitação própria e permanente, com limites de preço do imóvel e de rendimento. Confirme as condições e o prazo do programa em gov.pt / Portal da Habitação.
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Em 2026, o apoio destina-se a jovens dos 18 aos 35 anos (nos casais, ambos até 35), para 1.ª habitação própria permanente, com preço do imóvel até 450.000 € e rendimento anual dentro do 8.º escalão de IRS. Exige morada fiscal em Portugal, não ser proprietário de outra habitação e não ter dívidas ao Fisco ou à Segurança Social. Os montantes reindexam-se — confirme os limites em vigor em gov.pt antes de avançar.
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É a isenção de IMT e de Imposto do Selo na 1.ª aquisição de habitação própria e permanente por jovens até 35 anos (inclusive) à data da escritura, que não sejam dependentes para efeitos de IRS. Em 2026 há isenção total até 330.539 € e isenção parcial entre 330.539 € e 660.982 € (paga-se só sobre a parte acima do limite); acima de 660.982 € não há isenção. Pede-se no Portal das Finanças antes da escritura — confirme os valores atuais na AT, pois atualizam anualmente.
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Sim. São apoios independentes mas combináveis: a garantia pública resolve a barreira do financiamento e da entrada, enquanto o IMT Jovem elimina (até certo valor) o custo fiscal da mesma compra. Cada um tem os seus próprios requisitos, que têm de ser cumpridos em simultâneo. Confirme as condições de cada apoio em gov.pt (garantia) e no Portal das Finanças (IMT/Selo).
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Sim, os bancos concedem crédito habitação a estrangeiros e a não residentes, mas em regra exigem uma entrada maior (financiam uma percentagem mais baixa do valor) e mais documentação de rendimentos. As condições e o spread variam com o perfil e o país de residência fiscal. Conteúdo informativo — confirme cada proposta com o banco e compare pela TAEG e pelo MTIC.
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Sim. Há crédito para aquisição de terreno e construção, normalmente libertado por fases (tranches) à medida que a obra avança e mediante autos de medição. Tem regras próprias de avaliação e de garantia, e costuma exigir licenciamento e projeto aprovados. Compare condições e confirme os requisitos junto do banco.
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Sim. As obras podem ser financiadas por crédito habitação com garantia hipotecária (taxas mais baixas, prazos longos) ou por crédito pessoal para obras (sem hipoteca, taxas mais altas, prazos curtos). A escolha depende do montante, do prazo e de querer ou não dar a casa como garantia. Compare sempre a TAEG das duas vias.
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As rendas são rendimentos prediais (Categoria F do IRS), tributadas em regra a uma taxa autónoma de 28% (com taxas mais baixas para contratos de arrendamento mais longos), podendo optar pelo englobamento. Pode deduzir despesas suportadas com o imóvel (obras de conservação, IMI, condomínio), dentro das regras. Confirme o seu enquadramento na Autoridade Tributária.
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Na venda da habitação própria e permanente, a mais-valia pode ficar isenta se reinvestir o valor (deduzido de crédito em dívida) noutra habitação própria permanente dentro dos prazos legais — em regra, entre 24 meses antes e 36 meses depois. Sem reinvestimento, parte da mais-valia é englobada no IRS e tributada pelas taxas progressivas. As regras e prazos são específicos — confirme na AT.
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Nesse caso não há isenção por reinvestimento: a mais-valia (preço de venda menos o valor de aquisição atualizado pela inflação e somadas as obras comprovadas) é englobada no IRS e tributada pelas taxas progressivas. O coeficiente de desvalorização da moeda reduz a mais-valia tributável em imóveis detidos há vários anos. Confirme o cálculo e as deduções aplicáveis na AT.
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O regime de bens (comunhão de adquiridos, comunhão geral ou separação de bens) define a quem pertence o imóvel e como responde por dívidas. Na separação de bens, cada um é dono da sua quota; nos regimes de comunhão, o imóvel adquirido na constância do casamento é, em regra, comum. No crédito, ambos costumam ser titulares e respondem solidariamente pela dívida. Vale a pena perceber as implicações antes da escritura.
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A transmissão por herança está sujeita a Imposto do Selo, com isenção para herdeiros diretos (cônjuge, descendentes e ascendentes). Até à partilha, a herança é administrada pelo cabeça de casal, que cumpre as obrigações fiscais dos bens (por exemplo, declarar rendas). A partilha formaliza quem fica com o quê e pode gerar tornas. Confirme o enquadramento e os prazos na AT.
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A habitação própria permanente tem alguma proteção: em dívidas fiscais abaixo de certos limites, a venda da casa de morada de família não pode avançar de imediato, e há regras que limitam a penhora. Não é, porém, uma imunidade absoluta — credores com garantia hipotecária (o banco do crédito habitação) podem executar o imóvel em incumprimento. Em dificuldade, procure os regimes PARI/PERSI e aconselhamento.
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O AIMI (Adicional ao IMI) incide sobre o valor patrimonial total dos imóveis de habitação e terrenos para construção detidos por uma pessoa, acima de um limiar de isenção (mais elevado para casais que somam patrimónios). Funciona como um imposto sobre o património imobiliário de maior valor, por escalões. A maioria dos proprietários de uma só casa não o paga. Confirme os limiares em vigor na AT.
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Não há resposta universal, e a Mowei não prevê o mercado. A decisão depende da sua estabilidade de rendimento, do prazo que pensa ficar no imóvel, da relação entre a prestação e a renda na sua zona, e da taxa de esforço que consegue suportar com margem. Quem compra para ficar muitos anos está menos exposto às oscilações de curto prazo do que quem pode ter de vender em breve. Use os simuladores para quantificar cada cenário.
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Sim, embora não tenha um regime legal próprio: é um contrato misto que junta as regras do arrendamento às do contrato-promessa/opção de compra, válido pela liberdade contratual. O inquilino arrenda por um período e tem o direito (não a obrigação) de comprar a um preço fixado à partida, podendo acordar-se que parte das rendas conta para o preço. Como não há penalizações automáticas previstas na lei, o contrato deve detalhar prazos e consequências por escrito — procure apoio jurídico antes de assinar.
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Depende da comparação entre a taxa do crédito e o rendimento líquido esperado do investimento, e da sua tolerância ao risco. Amortizar dá um retorno certo igual à taxa do empréstimo e reduz risco; investir pode render mais, mas com incerteza. Com taxas de crédito altas, amortizar costuma ser competitivo. O simulador de amortização da Mowei ajuda a quantificar cada cenário.
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Depende da sua estabilidade, do prazo que pretende ficar e da relação entre a prestação e a renda na sua zona. Comprar implica entrada, impostos (IMT, Imposto do Selo) e custos de manutenção; arrendar dá flexibilidade mas não cria património. Não há resposta única — o simulador renda vs. compra e as calculadoras de custos de entrada e prestação ajudam a quantificar os dois cenários.
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Conte com os custos além do preço: entrada (tipicamente 10 %+), IMT, Imposto do Selo, escritura e registo, e uma margem para obras e imprevistos. Confirme a taxa de esforço (DSTI) que o banco aceita, compare propostas de crédito de mais do que um banco, e verifique apoios como a garantia pública para jovens. As calculadoras de "comprar casa" da Mowei estimam estes valores.
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Não existe um mínimo legal para começar a investir. Na prática, pode começar com o valor de uma unidade do produto (muitas vezes entre alguns euros e algumas dezenas de euros) mais as comissões da corretora. Mais importante do que o montante inicial é começar cedo e contribuir de forma regular, para o juro composto trabalhar a seu favor. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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Investir online com uma corretora regulada é uma prática comum, desde que a corretora esteja autorizada e supervisionada (em Portugal, registo na CMVM). Em corretoras reguladas, os ativos dos clientes são, em regra, segregados do património da corretora e existem esquemas de proteção do investidor até limites que variam consoante o país de regulação. Essa proteção cobre a falha da instituição, não as perdas de mercado — o valor dos investimentos pode sempre descer. Verifique sempre o registo antes de subscrever.
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Consulte o registo de intermediários financeiros da CMVM em cmvm.pt. A CMVM supervisiona todas as corretoras e gestores de ativos autorizados a operar em Portugal. Corretoras estrangeiras podem operar em livre prestação de serviços ao abrigo do passaporte europeu — nesse caso seguem o supervisor do país de origem.
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Não. A Mowei é uma plataforma informativa que apresenta comparações por atributos (custos, instrumentos, proteção do investidor). Não avaliamos o seu perfil de risco nem recomendamos produtos ou corretoras específicas. A decisão é sempre sua, e pode confirmar a autorização de qualquer entidade no registo da CMVM.
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Um índice é um cabaz de empresas que mede o desempenho de um mercado — por exemplo, o PSI mede as principais cotadas portuguesas. O MSCI World é um índice que acompanha mais de mil grandes e médias empresas de países desenvolvidos de todo o mundo. Um ETF que replica um índice global dá exposição a centenas ou milhares de empresas de uma só vez, o que ajuda a diversificar. Rendimentos passados não garantem rendimentos futuros.
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O TER (Total Expense Ratio) é a taxa de encargos total anual de um ETF ou fundo. Inclui a comissão de gestão, custos de custódia e outros encargos administrativos, e é expresso como percentagem do valor investido. Mesmo uma diferença aparentemente pequena no TER tem impacto significativo ao longo de décadas, devido ao efeito composto: um TER de 1% em vez de 0,2% pode representar bastante menos no valor final.
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Um ETF de acumulação reinveste os dividendos automaticamente, o que favorece o crescimento composto e simplifica a gestão; um de distribuição paga-os em dinheiro, útil para quem quer rendimento periódico. Os dividendos distribuídos são tributados quando recebidos, enquanto na acumulação o imposto recai sobretudo na venda — o que pode diferir o momento do imposto. A escolha depende do objetivo (crescimento vs. rendimento); confirme a tributação concreta junto da AT.
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Os ETF UCITS são fundos regulados ao abrigo das regras europeias e domiciliados na UE (frequentemente na Irlanda ou Luxemburgo); são os mais acessíveis a investidores residentes na UE. ETF domiciliados na Irlanda costumam beneficiar de uma retenção na fonte menor sobre dividendos de ações norte-americanas (15% via acordo, em vez de 30%). Verifique a domiciliação e o tipo UCITS no documento KIID antes de escolher. Confirme a tributação aplicável ao seu caso junto da AT.
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Risco cambial é o risco de o valor do seu investimento variar por causa da oscilação da taxa de câmbio entre o euro e a moeda do ativo (por exemplo, o dólar). Mesmo que o ativo suba na sua moeda original, pode valer menos em euros se essa moeda se desvalorizar — e vice-versa. ETF de índices globais diversificam o risco entre várias moedas, mas não o eliminam. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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Um ETF de índice mundial já inclui EUA, Europa e outras regiões, com maior peso dos EUA pela dimensão do mercado. Concentrar numa só região aumenta o risco específico (cambial, político, de valorização). A abordagem habitual de longo prazo é diversificar amplamente e manter custos baixos, em vez de tentar prever qual região vai liderar. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
Rebalancear é repor as proporções-alvo da carteira quando o mercado as altera — por exemplo, se a parte em ações cresceu de 60% para 70%, vende-se um pouco de ações ou reforça-se a outra classe para voltar ao alvo. Ajuda a controlar o risco e a evitar decisões emocionais, mas cada operação pode ter custos e impostos sobre mais-valias. Muitos investidores rebalanceiam uma a duas vezes por ano ou através das próprias contribuições regulares.
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DCA (Dollar-Cost Averaging) é comprar quantidades regulares de um ativo ao longo do tempo, independentemente do preço. Ao comprar em diferentes momentos, o preço médio de compra tende a equilibrar-se, reduzindo o risco de entrar no mercado num único momento de máximo e ajudando a manter a disciplina. Não garante lucro nem protege contra perdas num mercado em queda prolongada.
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Os juros gerados num período passam a render juros no período seguinte. Quanto mais longo o horizonte, maior o efeito — é a base matemática de qualquer projeção de poupança a longo prazo. No início, o capital cresce sobretudo pelo que poupa; à medida que cresce, os rendimentos passam a contribuir cada vez mais. Por isso a consistência nos primeiros anos é decisiva.
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Como referência, os depósitos rondam taxas baixas de capital garantido; os ETF globais tiveram uma média histórica na ordem dos 6-7% ao ano nas últimas décadas, mas com volatilidade significativa e anos negativos; ações individuais têm maior potencial e maior risco. Não há retorno garantido — rendimentos passados não garantem rendimentos futuros. Desconfie de promessas de retorno alto e garantido.
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Sim, e muito. A inflação reduz o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo, por isso o que conta é o retorno real (acima da inflação). Um retorno nominal de 5% com 2% de inflação corresponde a cerca de 3% real. Dinheiro parado numa conta sem remuneração perde poder de compra todos os anos; para horizontes longos, use sempre o retorno real.
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Todo o investimento em mercado tem risco — o valor pode subir ou descer e não há capital garantido como num depósito. As formas habituais de reduzir o risco são diversificar (vários ativos, regiões e setores), manter custos baixos, alargar o horizonte temporal e investir de forma regular em vez de tentar acertar no momento. Adequar o nível de risco ao seu horizonte e objetivos é essencial. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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Ambos são dívida pública direta do Estado (emitidos pelo IGCP), com garantia soberana. Os Certificados de Aforro têm remuneração indexada à Euribor com prémios de permanência ao longo dos anos, montante mínimo baixo (100 €) e resgate possível ao fim de alguns meses. Os Certificados do Tesouro têm taxa fixa crescente conhecida à partida, prazo definido e montante mínimo de subscrição mais elevado (1000 € na nova Série 5). A Série 5, lançada em julho de 2026, paga 2,35% no 1.º ano até 3,35% no 10.º ano (média de 2,71% ao ano), tem maturidade de 10 anos e — ao contrário dos CTPV anteriores — não paga prémio de permanência. Consulte as condições e taxas atualizadas em igcp.pt antes de subscrever.
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Os Certificados de Aforro (dívida pública, subscritos online ou nos CTT) têm capital garantido pelo Estado, remuneração indexada à Euribor e resgate possível a partir de alguns meses. O depósito a prazo tem taxa fixa conhecida à partida, mas pode penalizar o resgate antecipado. Para liquidez e taxa variável, Certificados; para travar uma taxa fixa pelo prazo, depósito. Compare sempre o rendimento líquido após o IRS de 28%.
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Os juros pagam IRS de 28% por retenção liberatória — o banco desconta antes de creditar (CIRS art. 71.º). Não há que declarar separadamente; o valor já entra na conta líquido. Nas Regiões Autónomas (Açores e Madeira) a taxa é reduzida (19,6%). PPR e ações têm regras diferentes. Confirme sempre o seu caso junto da AT.
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As contas remuneradas pagam juros sobre o saldo com liquidez total, mas a taxa costuma ser promocional (limitada no tempo ou no montante) e pode mudar. O depósito a prazo fixa a taxa pelo prazo, com menos liquidez. A escolha depende de querer acesso imediato ao dinheiro (conta remunerada) ou travar uma taxa (depósito). Em ambos, os juros pagam 28% de IRS na fonte.
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O FGD (Fundo de Garantia de Depósitos), supervisionado pelo Banco de Portugal, cobre até 100.000 € por depositante por instituição. Os Certificados de Aforro e do Tesouro (IGCP) são dívida pública direta — têm garantia soberana sem limite de montante. Os PPR não são cobertos pelo FGD, mas os PPR-seguro têm proteção parcial via Fundo de Garantia do Ramo Vida (ASF). Corretoras seguem esquemas de proteção do investidor próprios.
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O sigilo bancário é o dever legal dos bancos de não divulgar informação sobre contas e movimentos dos clientes (RGICSF, art. 78.º). Pode ser levantado pelo próprio titular, por decisão judicial ou, sem consentimento, pela Autoridade Tributária nos casos previstos no art. 63.º-B da Lei Geral Tributária — nomeadamente indícios de manifestações de fortuna incompatíveis com os rendimentos declarados, incumprimento de deveres declarativos ou existência de acréscimos patrimoniais não justificados. Em 2025, o Fisco pediu o levantamento 803 vezes, com autorização voluntária em 73% dos casos, segundo o relatório entregue à Assembleia da República em julho de 2026.
O rendimento líquido é o que fica no seu bolso após o IRS. Depósitos a prazo e Certificados pagam tipicamente 28% sobre os juros; os PPR beneficiam de taxas reduzidas (21,5% após 5 anos, 8% após 8 anos). Comparar taxas brutas entre classes de ativos com fiscalidade diferente induz em erro — use sempre o valor líquido para o seu prazo e montante.
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A taxa autónoma/liberatória aplicável a mais-valias mobiliárias (ações, ETF, fundos) é de 28% (CIRS art. 71.º), incidindo apenas sobre ganhos positivos — menos-valias não pagam imposto. Em alternativa, pode optar pelo englobamento com os restantes rendimentos, aplicando o escalão progressivo. Existem ainda regras específicas de detenção de longo prazo. Confirme os valores aplicáveis ao seu caso junto da AT.
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As mais-valias de ações e ETF de fonte portuguesa declaram-se no Anexo G; rendimentos obtidos no estrangeiro (comum em corretoras não residentes) no Anexo J. Algumas corretoras fornecem um relatório fiscal anual que facilita o preenchimento. Em caso de dúvida sobre o seu caso concreto, consulte a AT ou um técnico de contas — a Mowei não presta aconselhamento fiscal.
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Os Planos Poupança Reforma (PPR) conferem uma dedução à coleta do IRS de 20% das contribuições anuais, até um limite que varia com a idade: 400 € para menores de 35 anos, 350 € entre 35 e 50 anos, e 300 € para maiores de 50 anos (EBF art. 21.º). O limite aplica-se ao total das contribuições para todos os PPR, não por produto. As contribuições declaram-se no Anexo H; confirme os valores junto da AT.
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O resgate sem perda do benefício é permitido em situações previstas na lei — reforma por velhice, 60 anos de idade, desemprego de longa duração, incapacidade permanente, doença grave, ou para pagar prestações de crédito à habitação. Fora destas, o resgate antecipado pode obrigar a devolver as deduções de IRS obtidas, acrescidas de penalização. A tributação dos rendimentos é mais favorável após 5 e 8 anos. Confirme o seu caso junto da AT.
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O PPR-fundo é gerido por uma sociedade gestora de fundos e supervisionado pela CMVM; não tem garantia de capital — o valor oscila com o mercado. O PPR-seguro é um contrato de seguro de vida-poupança, gerido por uma seguradora e supervisionado pela ASF, com capital frequentemente garantido. O benefício fiscal à entrada (EBF art. 21.º) é idêntico nos dois tipos. Compare sempre os custos (TER no KIID, ou ficha técnica do seguro).
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Depende do objetivo, horizonte e tolerância ao risco: o depósito é mais líquido e de baixo risco; o PPR tem fiscalidade favorável após 5 e 8 anos e é orientado para a reforma, com liquidez limitada; o ETF dá exposição a mercado com custos baixos, sem garantia de capital. Não há resposta única — a simulação ajuda a comparar o rendimento líquido para os seus pressupostos. Rendimentos passados não garantem rendimentos futuros.
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Casos de enriquecimento rápido envolvem quase sempre rendimento elevado, risco concentrado ou sorte — e os fracassos não aparecem nos relatos. O caminho replicável é menos espetacular: poupar uma fração elevada do rendimento, investir de forma diversificada e de baixo custo, e deixar o tempo trabalhar. Desconfie de promessas de retorno alto e garantido. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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Negociar com demasiada frequência (cada compra e venda tem custos e impostos sobre mais-valias); ignorar o TER e as comissões, que corroem o rendimento ao longo dos anos; concentrar num único setor, região ou ativo em vez de diversificar; e tentar acertar no momento do mercado em vez de contribuir de forma regular. Verifique sempre que a corretora está registada na CMVM. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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Antes de investir, garanta fundo de emergência e ausência de dívida cara. Depois, defina o horizonte e a tolerância ao risco, escolha produtos simples e de custos baixos (por exemplo PPR ou ETF diversificados) e prefira contribuições regulares a tentar acertar no "momento certo". Verifique sempre que a corretora ou gestora está registada na CMVM. Isto é informação geral, não aconselhamento.
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O depósito a prazo tem capital garantido e baixo risco, mas rendimento limitado. O PPR (Plano Poupança Reforma) tem benefício fiscal no IRS e tributação reduzida no resgate após 5 e 8 anos, com risco que depende do tipo de PPR. O ETF é um fundo cotado diversificado, com potencial de rendimento mais alto e risco de mercado. O simulador PPR vs. ETF vs. Depósito da Mowei compara o rendimento líquido dos três para o seu horizonte.
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O PPR é um produto de poupança de longo prazo (fundo ou seguro) com incentivos fiscais. Há dedução à coleta de 20 % das contribuições, com teto por idade (€400 até aos 35 anos, €350 dos 35 aos 50, €300 acima dos 50), e tributação reduzida no resgate (8 % a partir dos 8 anos). As regras constam do EBF art. 21.º (AT). Consulte sempre a sua situação concreta.
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Um ETF (Exchange-Traded Fund) é um fundo de investimento cotado em bolsa que replica um índice — por exemplo, um conjunto alargado de ações mundiais. Permite diversificação imediata com custos de gestão (TER) tipicamente baixos. Tem risco de mercado: o valor sobe e desce. Os ganhos são tributados como mais-valias (Categoria G do IRS).
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Confirme primeiro que está autorizada — consulte o registo de intermediários financeiros da CMVM em cmvm.pt. Compare depois as comissões totais: corretagem, custódia, conversão cambial e levantamento. Verifique a proteção do investidor aplicável e a facilidade de declarar impostos. O comparador de corretoras da Mowei reúne estes critérios; não constitui recomendação.
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Dinheiro parado em conta à ordem perde poder de compra quando a inflação supera a remuneração. Mantenha o fundo de emergência em produtos remunerados de baixo risco (conta-poupança ou depósito) e considere, para o horizonte longo, ativos com potencial acima da inflação (PPR, ETF diversificados), sempre dentro da sua tolerância ao risco. Diversificar reduz o impacto de um único ativo.
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Os mais usados para dinheiro que não quer arriscar são os depósitos a prazo, as contas remuneradas e os Certificados de Aforro (dívida pública). Têm capital garantido ou risco muito baixo e liquidez variável. O que distingue cada um é a taxa líquida após IRS, a facilidade de acesso e o prazo. Compare sempre o valor líquido, não a taxa anunciada.
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Os Certificados de Aforro são um produto de poupança do Estado (dívida pública), subscritos no balcão dos CTT ou em aforronet.pt, com capital garantido e remuneração indexada à Euribor com um limite. Face ao depósito a prazo, são tipicamente mais líquidos (resgate a partir de 3 meses) mas têm regras próprias de subscrição e teto por aforrador. A escolha depende do prazo e da taxa líquida de cada um no momento.
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Os juros pagam IRS de 28 % por retenção liberatória (19,6 % nas Regiões Autónomas), descontado na fonte — recebe o valor já líquido (CIRS art. 71.º). Aplica-se a depósitos, contas remuneradas e Certificados de Aforro. Por isso, comparar produtos pela taxa bruta pode enganar: o que conta é o rendimento depois do imposto.
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É um debate frequente, mas não há resposta universal. Um índice mundial diversificado já inclui ambos, com maior peso dos EUA por dimensão do mercado. Concentrar numa só região aumenta o risco específico (cambial, político, de valorização). A abordagem mais comum entre investidores de longo prazo é diversificar amplamente e manter custos baixos, em vez de tentar adivinhar qual região vai liderar. Conteúdo informativo, não aconselhamento.
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Confirme primeiro que está autorizada — registo de intermediários financeiros da CMVM em cmvm.pt. Depois compare o custo total (corretagem, custódia, conversão cambial, levantamento), o regime de proteção do investidor, e a facilidade de declarar impostos em Portugal (algumas corretoras estrangeiras exigem mais trabalho no IRS). A Mowei não recomenda corretoras; o comparador é informativo.
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Em corretoras reguladas, os ativos dos clientes são, em regra, segregados do património da corretora e existem esquemas de proteção do investidor até certos limites, que variam consoante o país de regulação. Não é uma garantia contra perdas de mercado — só cobre falha da instituição. Confirme o regime aplicável e o supervisor (CMVM em Portugal) antes de subscrever.
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FIRE (Financial Independence, Retire Early) é atingir um património que, investido, cobre as despesas anuais sem depender do trabalho. Uma referência simplificada é cerca de 25× a despesa anual, assente numa taxa de levantamento de ~4 % — é uma regra de partida, não uma garantia. O simulador FIRE da Mowei estima anos até à independência conforme a sua taxa de poupança e rendimento esperado.
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Sim. Ao contrário dos juros de um depósito português — que o banco entrega já líquidos, com retenção de 28 % —, os juros pagos por uma corretora estrangeira sobre o saldo não investido normalmente não têm retenção em Portugal. São rendimentos de capitais que tem de declarar no Anexo J do IRS, à taxa de 28 % (ou por englobamento), com 19,6 % nas Regiões Autónomas. Não é automático: o ónus de declarar é seu. A Mowei não preenche a declaração; confirme o seu caso junto da AT.
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Não. A Mowei apresenta comparações informativas por atributos (taxa garantida, comissões, penalização por resgate, condições da garantia e benefício fiscal). Não avaliamos o teu perfil de risco nem recomendamos produtos. Os PPR fundo são supervisionados pela CMVM e os PPR seguro pela ASF — confirma sempre a entidade no registo oficial.
Não necessariamente. Na generalidade dos seguros-PPR, o capital garantido só se mantém se mantido até à maturidade. Um resgate antecipado pode ter penalização e, em alguns produtos, perda de parte do capital. Mostramos sempre esta condição em cada comparação.
As entregas em PPR dão uma dedução à coleta de 20% do valor aplicado, com um limite anual por escalão etário (mais baixo até aos 35 anos e a reduzir nos escalões seguintes) — EBF art. 21.º. Como é uma dedução à coleta, não pode exceder o IRS que terias a pagar: se a tua coleta for zero, o benefício não se aplica nesse ano.
Beneficiários de RSI (Rendimento Social de Inserção), CSI (Complemento Solidário para Idosos), prestação ou subsídio social de desemprego, abono de família (1.º ou 2.º escalão), pensão social de invalidez ou velhice, e agregados cujo rendimento anual não ultrapasse o limiar definido por lei. O desconto é aplicado na fatura de eletricidade e é, na maioria dos casos, atribuído automaticamente.
A atribuição é automática através do cruzamento de dados entre a Segurança Social, a Autoridade Tributária e os comercializadores de energia. Verifique na sua fatura se existe a linha «Tarifa Social» ou «desconto tarifa social». Se for elegível mas não estiver a recebê-la, peça a verificação ao seu comercializador com o seu NIF.
Sim. A Tarifa Social de Gás Natural funciona de forma semelhante à da eletricidade, com desconto na fatura para beneficiários elegíveis. Os critérios de elegibilidade são, no essencial, os mesmos da tarifa social de eletricidade.
O E-LAR é um programa do Fundo Ambiental que financia a substituição de equipamentos a gás (esquentadores, fogões, aquecedores) por equipamentos elétricos mais eficientes — como bombas de calor e placas de indução — em casas de famílias vulneráveis, sobretudo beneficiárias da tarifa social. O apoio é total até ao limite definido pelo programa, sem necessidade de pagamento inicial.
Sim. A Botija de Gás Solidária atribui um desconto por botija a agregados em situação de vulnerabilidade (beneficiários de tarifa social, RSI, CSI, entre outros). É um apoio cumulável com a tarifa social de eletricidade e de gás natural.
É um apoio temporário criado pelo Governo para mitigar o impacto da subida dos preços da energia. Pode assumir a forma de desconto direto na fatura, voucher ou transferência. Os critérios e montantes variam por despacho governamental — consulte o portal da DGEG para informação atualizada.
Sim. A Tarifa Social é um desconto aplicado sobre o tarifário do seu fornecedor atual, seja regulado (CUR) ou do mercado livre. Mudar para um fornecedor com preços mais baixos no mercado livre e manter a tarifa social é perfeitamente possível e pode aumentar a poupança total.
Em muitos casos, sim. Por exemplo, a tarifa social de eletricidade e a de gás natural podem aplicar-se em simultâneo, e o apoio extraordinário à fatura é independente das tarifas sociais. Cada apoio tem regras próprias — o nosso simulador identifica as combinações a que poderá ter direito.
Sim. Vários municípios do Algarve têm complementos locais à tarifa social, fundos de emergência social e apoios à habitação ou à infância. Consulte os apoios disponíveis nos municípios da região na nossa página dedicada do Algarve.
Em 2026 a idade normal de acesso à pensão de velhice é 66 anos e 9 meses, fixada anualmente por portaria com base na evolução da esperança média de vida. A idade legal é revista todos os anos, por isso confirme sempre o valor em vigor no portal da Segurança Social (seg-social.pt) antes de planear a sua reforma.
A Segurança Social Direta disponibiliza um simulador de pensão que usa a sua carreira contributiva real para estimar o valor. O cálculo depende dos anos de descontos, das remunerações registadas e da idade a que se reforma — só a Segurança Social tem acesso aos seus dados completos, pelo que é a fonte autoritativa para qualquer valor concreto.
É um coeficiente que reduz o valor da pensão de quem se reforma antes da idade legal, refletindo o aumento da esperança média de vida desde 2000. Aplica-se sobretudo a reformas antecipadas e é atualizado anualmente — o valor exato em vigor é publicado pela Segurança Social. Não se aplica a quem se reforma na idade normal nem a alguns regimes de carreiras contributivas longas.
A reforma antecipada combina duas reduções: o fator de sustentabilidade e uma penalização por cada mês de antecipação face à idade legal. Existem exceções para carreiras contributivas muito longas, que podem aceder sem penalização a partir de certas condições. Como os coeficientes mudam todos os anos, confirme o impacto exato no simulador da Segurança Social Direta.
O prazo de garantia é o número mínimo de anos com registo de remunerações exigido para aceder à pensão de velhice do regime geral (atualmente 15 anos civis). Quem não cumpre este prazo pode, em certas situações, ter direito à pensão social. A Segurança Social (seg-social.pt) é a entidade que confirma a sua carreira e o cumprimento do prazo.
O RSI destina-se a pessoas e agregados em situação de carência económica grave, mediante condição de recursos e a assinatura de um contrato de inserção. O acesso depende do rendimento do agregado face a um limiar definido por lei e de requisitos de residência. As regras e os valores são fixados pela Segurança Social, que avalia cada candidatura.
O CSI é um apoio para pensionistas com 66 anos ou mais e baixos rendimentos, que acresce à pensão até um valor de referência anual. O acesso depende dos rendimentos do próprio e, em parte, dos filhos, além de requisitos de residência em Portugal. A elegibilidade e os montantes são definidos e avaliados pela Segurança Social.
O abono de família é um apoio mensal para crianças e jovens, atribuído por escalão consoante o rendimento e a composição do agregado. O escalão determina o valor recebido e há majorações em certas situações (famílias monoparentais, vários filhos). Os escalões e montantes são definidos pela Segurança Social, que faz a atribuição com base na declaração de rendimentos.
Para ter direito ao subsídio de desemprego é necessário ter ficado desempregado de forma involuntária e cumprir um prazo de garantia de meses de descontos num período recente antes do desemprego. O valor e a duração dependem da carreira contributiva e da idade. As condições concretas e o pedido são tratados pela Segurança Social (seg-social.pt).
O Porta 65 — Jovem é um apoio financeiro mensal ao arrendamento de habitação permanente, dirigido a jovens (em regra dos 18 aos 35 anos, com flexibilidade para casais). Exige residência permanente na casa arrendada, morada fiscal nessa habitação e que o candidato não seja proprietário de outra casa, entre outros requisitos. As candidaturas são contínuas e tratadas no Portal da Habitação.
Há vários apoios em Portugal: a Tarifa Social de Energia (desconto na fatura de eletricidade e gás), prestações como o Rendimento Social de Inserção, e os serviços mínimos bancários (conta com comissões limitadas). A elegibilidade depende de critérios de rendimento. A Mowei tem um verificador de apoios e uma calculadora de Tarifa Social para perceber a que tem direito.
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No Continente, a taxa normal de IVA é 23%. Na Madeira é 22% e nos Açores 16%. Existem ainda taxas intermédia e reduzida (por exemplo 13% e 6% no Continente), consoante a região e o tipo de bem ou serviço. Confirme sempre o enquadramento de cada produto no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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Para remover o IVA de um preço bruto, divide-se pelo fator (1 + taxa). Por exemplo, com IVA de 23%: preço sem IVA = preço com IVA / 1,23. A nossa calculadora faz este cálculo automaticamente no modo "Remover IVA".
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A margem bruta calcula-se sobre o preço de venda: (venda − custo) / venda × 100. O markup calcula-se sobre o custo: (venda − custo) / custo × 100. Um markup de 25% corresponde a uma margem bruta de 20%.
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Não. Os bens alimentares básicos beneficiam normalmente da taxa reduzida, mas alguns alimentos transformados ou bebidas alcoólicas podem ter taxas diferentes. Confirme sempre o enquadramento de cada produto no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
Do salário bruto descontam-se 11% para a Segurança Social (parte do trabalhador) e a retenção na fonte de IRS, que depende do escalão, do agregado familiar e do número de titulares de rendimento. A percentagem total varia bastante com o nível salarial. A nossa calculadora mostra a decomposição para o seu caso, com as tabelas de retenção da Autoridade Tributária.
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Em 14 meses, os subsídios de férias e de Natal são pagos à parte; em 12 meses (duodécimos), são diluídos ao longo do ano, aumentando o líquido mensal mas reduzindo os "extras" de junho e novembro. O total anual é semelhante — muda a distribuição. A calculadora compara as duas opções lado a lado.
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É o valor que a entidade pagadora desconta mensalmente do salário bruto por conta do IRS que o trabalhador irá apurar no acerto anual. É um adiantamento mensal de imposto, e não o imposto final — esse é apurado quando se entrega a declaração de IRS no ano seguinte.
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Funcionários públicos descontam uma percentagem do vencimento bruto para a ADSE (atualmente 3,5%). Alguns privados podem aderir voluntariamente se cumprirem os requisitos. Confirme as condições e percentagens atuais junto da ADSE.
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Ordenado refere-se normalmente ao bruto contratual. Líquido é o valor que entra efetivamente na conta, depois da Segurança Social, da retenção de IRS e de outras contribuições (como a ADSE). Para o orçamento mensal, use sempre o líquido.
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Trabalhadores independentes que prestam serviços sem vínculo laboral — freelancers, consultores, profissões liberais — devem emitir recibos verdes pelos serviços faturados. As regras e obrigações constam do Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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No regime simplificado, o IRS incide apenas sobre uma fração do rendimento, definida por coeficientes (CIRS art. 31.º). Na contabilidade organizada declaram-se as despesas reais, normalmente com apoio de contabilista certificado. A nossa calculadora cobre o regime simplificado — confirme o seu enquadramento no Portal das Finanças.
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Quem inicia atividade como trabalhador independente pode ficar isento de contribuições para a Segurança Social nos primeiros 12 meses. Há ainda outras situações de dispensa (por exemplo, acumulação com trabalho dependente abaixo de um limiar). Confirme as condições atuais na Segurança Social Direta.
Relacionado: Simulador de recibos verdes
Existe um regime de isenção de IVA para faturações anuais abaixo de um determinado limiar (art. 53.º do Código do IVA). Acima desse valor aplica-se o regime normal, com as taxas em vigor. O limiar é atualizado periodicamente — confirme o valor atual no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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O IRS Jovem é um regime de isenção parcial de IRS para jovens nos primeiros anos de carreira, com percentagens de isenção que decrescem ao longo dos anos elegíveis. Aplica-se até uma idade-limite e durante um número de anos definidos no CIRS (art. 12.º-B), com um teto anual indexado ao IAS. Enquanto se aplica, aumenta o rendimento líquido.
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A declaração de IRS de 2026 (sobre os rendimentos de 2025) entrega-se entre 1 de abril e 30 de junho, por via eletrónica, para todos os contribuintes. Antes disso, há um período em março para consultar e reclamar dos valores pré-preenchidos. Verifique sempre o calendário oficial no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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O IRS automático apresenta uma declaração pré-preenchida que, se confirmada, fica entregue de imediato — é prático e tende a acelerar o reembolso. Mas nem sempre é a opção mais vantajosa: por exemplo, não permite englobamento de rendimentos nem certos ajustes manuais. Para situações mais complexas, simule também a entrega manual antes de decidir. Confirme a sua elegibilidade no Portal das Finanças.
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Os casais e unidos de facto podem optar por tributação conjunta (uma única declaração) ou separada (uma por titular). A conjunta tende a compensar quando há grande diferença de rendimentos entre os dois, devido à progressividade das taxas e ao quociente familiar. Não há regra universal — a forma correta de decidir é simular as duas hipóteses antes de entregar.
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O IRS em Portugal é progressivo: o rendimento coletável é dividido por vários escalões e cada parcela é tributada à taxa do seu escalão, não havendo uma única taxa sobre todo o rendimento. Os limites dos escalões e as taxas são atualizados anualmente, normalmente no Orçamento do Estado. Consulte as tabelas em vigor no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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As deduções à coleta abatem diretamente ao imposto apurado uma percentagem de certas despesas — saúde, educação e formação, encargos com habitação (renda ou juros), lares, entre outras. Cada categoria tem o seu limite, e existe ainda um limite global que varia com o rendimento coletável do agregado. Os valores são atualizados anualmente; confirme-os no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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É uma categoria de dedução à coleta correspondente a uma percentagem das despesas gerais do agregado (faturas com NIF não enquadradas noutra categoria específica), sujeita a um limite por sujeito passivo. Famílias monoparentais têm normalmente percentagem e limite mais elevados. Os valores em vigor estão no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
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O e-Fatura é o portal onde se registam as faturas comunicadas com o seu NIF ao longo do ano. Validar e classificar as faturas pendentes (associando cada uma à categoria correta — saúde, educação, habitação, etc.) garante que as despesas contam para as deduções certas do IRS. A validação tem prazo, habitualmente nos primeiros meses do ano seguinte; confirme a data no Portal das Finanças.
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Depende da diferença entre o que foi retido na fonte ao longo do ano e o imposto efetivamente devido, apurado na declaração anual. Se reteve mais do que o imposto final, há reembolso; se reteve menos, há valor a pagar. A retenção é apenas uma estimativa mensal — não coincide necessariamente com o imposto final.
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O IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) incide sobre o valor patrimonial dos imóveis e é pago no ano seguinte ao que respeita. Pode ser pago de uma só vez ou em prestações (habitualmente em maio, agosto e novembro), consoante o montante. A Autoridade Tributária envia a nota de cobrança; confirme os prazos e isenções no Portal das Finanças.
O IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis) paga-se na compra de imóveis, antes da escritura. O IUC (Imposto Único de Circulação) é o imposto anual dos veículos, pago no mês da matrícula (com alterações de calendário previstas para anos futuros). Confirme valores, prazos e isenções no Portal das Finanças (Autoridade Tributária).
No regime simplificado, o rendimento tributável é apurado aplicando coeficientes ao valor recebido (por exemplo, frações distintas para prestação de serviços e para venda de bens), em vez de se contabilizarem as despesas reais. As contribuições para a Segurança Social calculam-se sobre uma base relacionada com o rendimento relevante, com declaração trimestral. Os coeficientes e taxas estão definidos no CIRS e nas regras da Segurança Social.
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Não. As nossas calculadoras são uma ajuda educacional e usam as taxas e tabelas em vigor para estimar valores. Para efeitos oficiais, contabilísticos ou fiscais, confirme sempre no Portal das Finanças (Autoridade Tributária) ou com um técnico oficial de contas / contabilista certificado.
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Os juros de depósitos têm retenção liberatória de 28 % (19,6 % nas Regiões Autónomas), descontada pelo banco. As mais-valias de ações e ETF integram a Categoria G e podem ser tributadas à taxa autónoma de 28 % ou por englobamento, conforme o caso. O PPR tem regras próprias mais favoráveis. As regras constam do CIRS (AT) — confirme a sua situação concreta.
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Juros com retenção liberatória não carecem de declaração adicional; mais-valias de ações e ETF declaram-se no Anexo G; rendimentos no estrangeiro no Anexo J. Após submeter, a declaração passa por estados como "recebida", "certa", "liquidada" e "reembolso emitido" no Portal das Finanças. Em caso de dúvida sobre o seu caso concreto, consulte a AT ou um técnico de contas.
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De um salário bruto saem a Segurança Social (11 % do trabalhador) e a retenção de IRS, que depende do escalão e do agregado. A calculadora de salário líquido da Mowei mostra a decomposição exata para o seu caso. Conhecer este valor ajuda a planear o orçamento com base no que efetivamente recebe, não no bruto.
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Compare as coberturas (responsabilidade civil obrigatória, danos próprios, furto e roubo, assistência em viagem) e o prémio anual. O mais barato nem sempre é o mais adequado — verifique os sublimites de indemnização, franquias e exclusões de cada apólice antes de decidir.
Para quem utiliza o setor privado com regularidade, um seguro de saúde pode reduzir o custo direto de consultas, exames e internamentos. O valor adequado depende da idade, das coberturas e de usar rede convencionada ou reembolso, por isso convém comparar várias apólices para o seu perfil.
O seguro de vida cobre os beneficiários (família) em caso de morte ou invalidez. O seguro de vida associado ao crédito habitação está vinculado ao empréstimo e quita a dívida ao banco em caso de sinistro. São produtos distintos e podem ser contratados em seguradoras diferentes.
O seguro multirriscos habitação não é legalmente obrigatório para casa própria, mas é normalmente exigido pelos bancos nos contratos de crédito habitação. No arrendamento, o seguro do recheio é opcional mas recomendado. O seguro contra incêndio em propriedade horizontal (condomínio) é obrigatório por lei.
Sim. A bonificação de condutor (histórico de sinistros) é transferível entre seguradoras. Peça a declaração de bónus/malus à seguradora atual — a nova seguradora deve reconhecê-la. A mudança faz-se no aniversário da apólice, respeitando o pré-aviso, sem custo de saída.
A franquia é a parte do prejuízo que fica a cargo do tomador do seguro em caso de sinistro, podendo ser expressa em valor fixo (por exemplo, 400 €) ou em percentagem do capital seguro. Aceitar uma franquia mais alta reduz o prémio, mas implica suportar mais despesa quando há um sinistro. Segundo a ASF, a cobertura obrigatória de responsabilidade civil automóvel não tem franquia.
A responsabilidade civil cobre os danos que o seu veículo causa a terceiros (pessoas e bens) e é a cobertura obrigatória por lei. Os danos próprios são uma cobertura facultativa que repara os prejuízos no seu próprio veículo, como colisão, choque ou capotamento. Confirme sempre as exclusões e a franquia aplicável aos danos próprios.
Em Portugal é obrigatório o seguro de responsabilidade civil automóvel para qualquer veículo a motor que circule em via pública, conforme supervisão da ASF. Cobre os danos corporais e materiais causados a terceiros e às pessoas transportadas, excluindo o condutor do veículo seguro. As restantes coberturas (danos próprios, furto, assistência) são facultativas.
O bónus/malus é o mecanismo que ajusta o prémio do seguro automóvel ao histórico de sinistros do condutor: anos sem sinistros reduzem o prémio (bónus) e sinistros com responsabilidade podem aumentá-lo (malus). Este histórico é transferível entre seguradoras através da declaração de bónus/malus que a seguradora atual lhe deve fornecer.
A maioria das apólices renova automaticamente no aniversário do contrato, salvo se o cancelar com a antecedência indicada nas condições gerais (frequentemente 30 dias antes do termo). Verifique o prazo de pré-aviso da sua apólice e comunique a não renovação por escrito dentro desse prazo para evitar a renovação.
Na rede convencionada usa prestadores aderentes da seguradora e paga apenas o copagamento no momento. No regime de reembolso é livre de escolher o médico ou clínica, paga a totalidade e a seguradora devolve uma percentagem segundo a tabela da apólice. Muitos seguros combinam os dois — compare coberturas, limites e exclusões antes de contratar.
Sim. O seguro de vida exigido pelo banco no crédito habitação pode ser contratado numa seguradora diferente da do banco, desde que cumpra as coberturas mínimas previstas no contrato de crédito. O banco não pode recusar uma apólice equivalente nem agravar as condições do empréstimo por isso. Compare coberturas e prémios antes de aceitar a proposta do balcão.
A carta verde é o documento internacional que comprova que um veículo tem seguro de responsabilidade civil válido, reconhecido nos países aderentes ao sistema. É útil quando circula no estrangeiro ou perante um veículo de matrícula estrangeira envolvido num acidente em Portugal. A sua seguradora emite-a a pedido.
A declaração amigável (DAAA) é o formulário que ambos os condutores preenchem e assinam quando concordam sobre como ocorreu o acidente, ficando cada um com uma cópia para entregar à sua seguradora. Não é necessário assumir culpa para a preencher, e fazê-lo não agrava o seu prémio se não for responsável. Quando assinada por ambos, acelera a regularização do sinistro.
Depende do número de viagens mensais em portagem. A Via Verde tem uma mensalidade fixa, por isso compensa quando o número de viagens é suficiente para o custo por viagem ficar abaixo do pagamento avulso. O nosso simulador calcula o ponto de equilíbrio para o seu perfil de utilização real.
Sim, mas nem todos os planos aceitam matrículas estrangeiras. Alguns planos de uso individual exigem matrícula portuguesa, enquanto existem alternativas que aceitam matrículas europeias ou que dispensam conta bancária portuguesa. O simulador filtra os planos disponíveis por tipo de matrícula.
Carregar em casa usa a tarifa doméstica de eletricidade, normalmente mais barata. Na rede pública Mobi.E a tarifa depende do CEME e da potência (carregamento normal AC ou rápido DC), sendo o carregamento rápido o mais caro. Para a maioria dos condutores, o carregamento doméstico é significativamente mais económico.
O CEME (Comercializador de Energia para a Mobilidade Elétrica) é a entidade que define e fatura as tarifas de carregamento na rede pública Mobi.E, enquanto o OPC gere a infraestrutura física. Os preços de acesso à rede são regulados pela ERSE. O Mowei usa apenas tarifas verificadas — nunca valores fabricados.
Para frotas pequenas, os cartões de combustível costumam oferecer faturação centralizada, limites de despesa por viatura e gestão de IVA. O Mowei compara por dimensão de frota, necessidade de gestão de portagens e preferência por uma solução unificada (combustível, portagens e carregamento elétrico).
O ISV (Imposto sobre Veículos) é pago uma única vez na primeira matrícula portuguesa de um veículo, novo ou usado importado. O IUC (Imposto Único de Circulação) é pago anualmente enquanto o veículo estiver registado em seu nome. Ambos são impostos da Autoridade Tributária (AT); confirme os valores e prazos no Portal das Finanças.
Num automóvel ligeiro de passageiros, a primeira inspeção realiza-se quatro anos após a data da primeira matrícula. Depois passa a ser de dois em dois anos até o veículo completar oito anos e, a partir daí, torna-se anual. Os prazos e centros constam no portal do IMT.
O DUA é o documento oficial que identifica o veículo e o respetivo proprietário em Portugal, reunindo num só documento o registo de propriedade e o livrete. Em contratos de leasing ou aluguer de longa duração, o proprietário formal que consta no DUA é, em regra, a instituição financeira, com referência ao utilizador. É pedido junto dos serviços de registo.
O passe Navegante é um título mensal de transporte público que permite viajar em vários operadores, com modalidades por concelho e uma modalidade metropolitana válida em toda a Área Metropolitana de Lisboa, além de tarifários reduzidos para grupos como os mais de 65 anos. Os preços e condições são definidos pelas autoridades de transporte; confirme a modalidade adequada ao seu trajeto.
Sim. Tal como qualquer veículo a motor que circule em via pública, um carro elétrico está obrigado a ter seguro de responsabilidade civil automóvel, conforme as regras supervisionadas pela ASF. As coberturas facultativas (danos próprios, assistência, proteção da bateria) são opcionais e variam entre apólices.
Usa a ferramenta de Auditoria de Subscrições do Mowei: seleciona todos os serviços que pagas (streaming, música, cloud, software, VPN, ginásio) e indica o preço mensal de cada um. A ferramenta calcula o total anual e deteta sobreposições onde podes poupar.
Não. Uma VPN cifra o tráfego entre o teu dispositivo e o servidor VPN, mas não garante anonimato total. Os serviços onde fazes login (Google, Facebook, etc.) continuam a identificar-te. Segundo o CNCS, uma VPN é uma camada de proteção útil, não uma solução completa de privacidade.
Uma VPN (rede privada virtual) cifra a sua ligação à internet e encaminha-a por um servidor remoto, ocultando o seu endereço IP e protegendo os dados em redes Wi-Fi públicas. Usar uma VPN é totalmente legal em Portugal e na União Europeia — o que continua ilegal é a atividade ilícita em si (pirataria, fraude), que a VPN não torna legal.
As VPN gratuitas costumam ter limites de tráfego, menos servidores e, em alguns casos, financiam-se vendendo dados de navegação — o que contraria o propósito. Uma VPN paga de confiança (com política de no-logs auditada) oferece mais velocidade, servidores e garantias de privacidade. Para uso regular, a versão paga compensa.
Não. Uma VPN aumenta muito a privacidade ao ocultar o IP e cifrar o tráfego, mas não garante anonimato total: cookies, contas iniciadas, impressão digital do navegador e a própria política do fornecedor de VPN podem identificá-lo. Escolha fornecedores com política de no-logs verificada por auditoria independente.
Sim. Um gestor de palavras-passe guarda todas as suas senhas num cofre cifrado, gera senhas fortes e únicas para cada serviço e preenche-as automaticamente. Desde que use arquitetura de conhecimento-zero (zero-knowledge), o cofre é cifrado e decifrado apenas no seu dispositivo — nem o fornecedor consegue ler as suas passwords. Ative sempre a autenticação de dois fatores.
Por design de segurança, a maioria dos gestores zero-knowledge não consegue recuperar a palavra-passe mestra — se a perder, perde o acesso ao cofre. Por isso é essencial guardar o código de recuperação ou a chave de emergência num local seguro quando configura a conta. Alguns serviços oferecem mecanismos de recuperação de emergência que deve ativar à partida.
Depende do serviço: alguns alojam os dados em servidores fora da UE, outros mantêm-nos em data centers europeus, o que simplifica a conformidade com o RGPD. Os principais serviços cifram os ficheiros em trânsito e em repouso, mas nem todos oferecem cifragem de conhecimento-zero. Para máxima privacidade, prefira serviços com encriptação end-to-end e servidores na UE.
Desconfie de mensagens que criam urgência («a sua conta vai ser bloqueada»), pedem dados pessoais ou códigos, têm remetentes ou links estranhos e erros de escrita. Nunca clique em links nem introduza credenciais a partir de uma mensagem — aceda sempre ao site oficial escrevendo o endereço diretamente. Em caso de dúvida, confirme pelos canais oficiais da entidade e reporte ao CNCS.
Os planos com publicidade são a opção mais económica — vários serviços oferecem um escalão com anúncios a um preço reduzido. Entre os planos sem publicidade, o preço varia conforme a qualidade de imagem (HD vs 4K) e o número de ecrãs em simultâneo. Compare o catálogo antes do preço: o serviço mais barato sem o conteúdo que quer ver não compensa.
Raramente. A estratégia mais económica é a rotação: subscrever um serviço durante um ou dois meses para ver o que pretende, cancelar e mudar para outro. Como quase todos permitem cancelar a qualquer momento sem fidelização, evita pagar três ou quatro subscrições em simultâneo que mal utiliza.
Os catálogos são semelhantes (dezenas de milhões de faixas), pelo que a diferença está nos extras: o Spotify tem as melhores playlists e recomendações e funciona em quase todos os dispositivos; o Apple Music integra-se com o ecossistema Apple e oferece áudio sem perdas sem custo extra; o Tidal e o Qobuz focam-se em qualidade de áudio de alta fidelidade.
Para guardar fotos e documentos do telemóvel, 100–200 GB chegam à maioria das pessoas. Quem trabalha com vídeo, faz cópias de segurança completas ou partilha a conta em família deve considerar 1–2 TB. Comece pelo plano gratuito (5–15 GB) e suba só quando o espaço esgotar.
Um alarme monitorizado tem ligação a uma central 24h que aciona a resposta (contacto, acompanhamento, forças de segurança) e implica uma mensalidade. Um alarme DIY (faça você mesmo) só envia notificações para o seu telemóvel e não tem custos mensais, mas a resposta depende de si. Para segunda habitação ou quem viaja muito, a monitorização compensa.
Os sistemas monitorizados incluem bateria de reserva e, normalmente, comunicação por rede móvel (GSM/4G), pelo que continuam a funcionar durante falhas de eletricidade ou de internet fixa. Confirme sempre a autonomia da bateria e se existe duplo canal de comunicação antes de contratar.