Calculadora de Fundo de Emergência
Descubra qual deve ser a sua reserva de emergência — calibrada para a realidade portuguesa.
Passo 1 de 5
Estabilidade do rendimento
A sua situação profissional determina o número de meses de reserva recomendado.
O seu cônjuge / parceiro tem rendimento estável?
Tem dependentes a cargo? (filhos, pais, etc.)
Resultado
O resultado personalizado aparece após completar os 4 passos.
Porque ter um fundo de emergência?
Um fundo de emergência é a primeira linha de defesa financeira. Sem ele, qualquer imprevisto — perda de emprego, avaria do carro, consulta médica urgente — obriga a recorrer a crédito de consumo com juros elevados ou a vender investimentos no pior momento. O fundo de emergência garante que consegue absorver choques sem comprometer o plano financeiro de longo prazo.
Quanto devo guardar?
A recomendação varia com a sua situação laboral e o número de dependentes a cargo. Quanto mais instável o rendimento ou maior a responsabilidade familiar, maior deve ser a reserva:
| Situação laboral | Meses recomendados |
|---|---|
| Emprego estável, sem dependentes | 3 meses |
| Emprego estável, com dependentes | 6 meses |
| Trabalho irregular ou freelancer | 9 meses |
| Único rendimento da família, c/ depend. | 12 meses |
Regra de senso comum amplamente adotada por consultores financeiros portugueses. Não é um requisito legal ou regulatório.
Onde guardar o fundo de emergência?
Depósito a prazo (mobilização antecipada)
+ Capital garantido, juro fixo, protegido pelo FGD até EUR 100.000
- Pode ter penalização na mobilização antecipada; verifique as condições
Conta-poupança
+ Liquidez imediata, capital garantido, sem penalização
- Juro tipicamente mais baixo que depósito a prazo
Conta de depósito à ordem com remuneração
+ Total liquidez, sem prazo, acessível a qualquer momento
- Juro variável e geralmente menor; sujeito a alterações pelo banco
Como construir o fundo?
- 1
Pague primeiro as dívidas de juro alto
Crédito revolving, cartão de crédito, crédito pessoal acima de 10%. O custo do juro é superior ao retorno de qualquer depósito.
- 2
Defina uma meta parcial inicial (1 mês)
Não tente chegar ao objetivo final de uma vez. Comece com 1 mês de reserva e suba gradualmente.
- 3
Automatize uma transferência mensal fixa
Configure uma transferência automática no dia do salário para uma conta separada. O que não vê, não gasta.
- 4
Só invista após atingir a meta
Quando o fundo estiver completo, redirecione a capacidade de poupança para PPR, ETFs ou outros instrumentos de investimento.
Perguntas frequentes
O que é um fundo de emergência?v
Um fundo de emergência é uma reserva de dinheiro líquido destinada a cobrir despesas imprevistas (perda de emprego, avaria, doença) sem recorrer a crédito. Deve ser mantida em conta de fácil acesso — não investida em ativos ilíquidos.
Quantos meses de despesas devo guardar?v
A regra geral depende da sua situação laboral: 3 meses para emprego estável sem dependentes, 6 meses com dependentes, 9 meses para freelancers e rendimentos irregulares, e 12 meses quando é o único rendimento do agregado com dependentes.
O que são despesas essenciais?v
As despesas essenciais incluem renda ou prestação de habitação, água, luz, gás, telecomunicações, alimentação, transporte e saúde. Excluem-se lazer, subscrições e despesas opcionais que podem ser reduzidas em emergência.
Onde devo guardar o fundo de emergência?v
O fundo de emergência deve estar num instrumento seguro e de fácil mobilização: conta-poupança, depósito a prazo com mobilização antecipada, ou conta de depósito à ordem com remuneração. Evite ações, ETFs ou imobiliário — a liquidez é essencial.
Como construir o fundo de emergência se não tenho poupanças?v
A regra recomendada é: primeiro pague dívidas de juro alto, depois construa o fundo de emergência, só depois invista. Comece com uma meta parcial (1 mês de reserva) e aumente gradualmente. Automatize uma transferência mensal fixa para uma conta separada.
Devo investir o fundo de emergência para gerar rentabilidade?v
Não. O fundo de emergência não é para investimento — é para segurança e liquidez imediata. Aplique-o em contas-poupança ou depósitos a prazo com mobilização fácil. O retorno secundário (juro) é bem-vindo mas nunca deve comprometer a liquidez.
Quais são os erros mais comuns com o fundo de emergência?v
Os mais frequentes: investir o fundo em ações ou ETF e ter de vender no pior momento; subdimensioná-lo para quem tem rendimento irregular; deixá-lo numa conta à ordem sem qualquer remuneração, perdendo poder de compra para a inflação; e usá-lo para despesas não urgentes, esvaziando-o sem o repor. Defina o que conta como "emergência" e reponha o fundo sempre que o usar.