Vamos pôr tudo em ordem, com calma. Recomeçar — seja um novo casamento ou uma união de facto — traz decisões financeiras próprias, sem pressa nem sustos.
Juntar duas vidas financeiras traz um punhado de decisões práticas: o regime de bens do casamento (ou o reconhecimento da união de facto), como organizar as despesas do novo agregado, e se compensa tributar o IRS em conjunto ou separado. Nenhuma destas decisões é urgente — vale a pena ver os números com calma antes de escolher.
Se houver, isto entra na conta das despesas essenciais do novo agregado.
O regime de bens escolhido determina que dívidas se tornam comunicáveis ao casal (CC art. 1691º) — vale a pena perceber isto antes de escolher, não depois. Para quem tem um filho de uma relação anterior e recebe abono monoparental, uma união de facto pode alterar esse direito — os números concretos estão reunidos mais abaixo, num só sítio.
Comparar as três opções fiscais — continuar como dois solteiros, tributação separada, ou tributação conjunta — antes de decidir o regime de bens ajuda a evitar surpresas no IRS do próximo ano. Ver os três valores lado a lado, sem pressa, é o que este guia oferece.
Comparar as três opções de IRS lado a lado
A ferramenta abaixo mostra a comparação a três vias — solteiros, separada, conjunta — para que a decisão do regime de bens e da tributação seja tomada com toda a informação.
Juntar os números de cada pessoa
Reúna rendimentos, despesas essenciais e poupanças de cada pessoa antes de juntar o agregado — é a base para todas as comparações seguintes.
Perceber o regime de bens e as dívidas comunicáveis
O regime de bens escolhido no casamento (ou o reconhecimento da união de facto) determina quais as dívidas que passam a ser do casal (CC art. 1691º) — vale a pena esclarecer isto com calma, antes de formalizar.
Ver a comparação fiscal a três vias
Use a ferramenta "Vamos ver os números" abaixo para comparar continuar como solteiros, tributação separada e tributação conjunta — os três valores aparecem lado a lado, sem indicar qual é "a melhor", só os números.
Se recebe abono monoparental, confirme o que muda
Uma união de facto pode alterar o direito ao abono monoparental de um filho de relação anterior — a ferramenta mostra o impacto concreto no seu caso.
Não. Após o casamento ou reconhecimento da união de facto, pode escolher entre tributação separada e tributação conjunta no IRS — a ferramenta compara ambas para o seu caso concreto.
Depende do regime de bens escolhido. O CC art. 1691º define quais as dívidas comunicáveis ao casal — vale a pena esclarecer isto antes de formalizar a união.
Pode mudar, dependendo da situação — a ferramenta abaixo mostra o impacto concreto no seu caso, incluindo a nota sobre prova de morada quando aplicável.