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Torna-te alguém que desmonta o PPR antes de o comprar

Em 5 min vais saber: como desmontar o e compará-lo com outras poupanças pelo custo total

Na Lição 6 do Bloco 1 começaste a poupar com propósito e falámos do como um dos destinos possíveis para poupança de longo prazo. Agora vamos abrir o PPR por dentro e ver se faz sentido para ti — sem mitos, sem pressão do banco. A regra: compara o PPR com outras formas de poupança de longo prazo antes de subscribres, usando o custo total como critério.

Antes de continuares: se tens uma reserva de emergência a crescer, qual é a diferença entre poupar e investir — e quando deves mudar de um para o outro?

(Resposta no parágrafo seguinte.)

O PPR (Plano de Poupança Reforma) é um produto financeiro vendido como a solução para a reforma. Não é. É um produto com benefício fiscal (deduzes até 20% das entregas no , com limites) mas com custos que podem comer esse benefício inteiro. Se o teu PPR cobra 2% de comissão de gestão anual e 3% de comissão de resgate nos primeiros 5 anos, o benefício fiscal de €80/ano pode ser completamente absorvido pelos custos. O banco não te diz isto na reunião de vendas — tu é que tens de calcular.

Existem PPRs de três tipos: garantidos (capital garantido, retorno baixo — tipicamente 1-2%), obrigacionistas (investem em obrigações, risco moderado) e acionistas (investem em ações, risco mais elevado). O PPR "garantido" que o teu banco te oferece não é um investimento — é um depósito a prazo disfarçado com comissões mais altas. Se o retorno líquido (depois de comissões) é inferior à inflação, estás a perder poder de compra todos os anos. O benefício fiscal é real, mas não compensa um produto que destrói valor.

O momento de sair do PPR é tão importante como o momento de entrar. Se resgatas antes de 5 anos, perdes o benefício fiscal e pagas penalização. Se resgatas após 5 anos e após a idade da reforma, pagas 8% de IRS sobre o montante acumulado (incluindo rendimentos). Se complementas com rendimentos de trabalho, tribitas na taxa marginal. O PPR é vantajoso quando: (1) o benefício fiscal excede os custos, (2) manténs o plano >10 anos, e (3) o perfil de investimento é adequado ao teu prazo e risco.

Compara: um PPR com TER de 1,5% e retorno bruto de 4% dá 2,5% líquido — menos do que um ETF de obrigações com TER de 0,2% e retorno bruto de 3,5%, que dá 3,3% líquido. O PPR só ganha se o benefício fiscal compensar a diferença de 0,8 p.p. durante o período de acumulação. Calcula. Compara. Decide com números.


Aviso: A Mowei é uma plataforma de educação e comparação financeira. Não somos consultores de investimento autorizados pela . Esta aula é informação geral, não recomendação personalizada. Para decisões sobre produtos específicos, consulta um intermediário financeiro registado em investidor.cmvm.pt.

Compara o PPR com outras poupanças pelo custo total (3 min)

A tua promessa: Este mês, sábado às 14h, vou comparar o PPR com 2 alternativas de poupança pelo custo total.