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Mapeia o teu mês antes que o mês te mapeie a ti

Em 5 min vais saber: como mapear todas as saídas de dinheiro durante um mês e descobrir as fugas invisíveis

Já viste no teu recibo quanto realmente recebes (B1-L01). Agora vem a pergunta que pouca gente faz: para onde foi esse dinheiro até ao fim do mês? A regra desta aula é simples — mapeia todas as saídas durante um mês e descobre as fugas invisíveis. Não se trata de orçamento (essa é a próxima aula). Trata-se de abrir os olhos.

Antes de continuares: sobre que valor é calculada a retenção de no teu recibo — bruto, líquido, ou ilíquido após Segurança Social?

(Resposta no parágrafo seguinte.)

O teu salário líquido — já depois do IRS e da Segurança Social — entra na conta. Depois há despesas fixas (renda, prestações, seguros), despesas variáveis (supermercado, transportes, telecom), despesas anuais que esqueces (seguro do carro, , matrículas) e as fugas do dia a dia: subscrições que não usas, cafés em takeaway que passam a hábito, compras por impulso no marketplace. Nenhuma fuga parece grande sozinha. Juntas, podem comer 15 a 25% do teu rendimento líquido.

Vamos a números. Recebes €900 líquidos. Renda: €400. Telecom + streaming: €55. Supermercado: €200. Transporte: €50. Já gastaste 78%. Sobram €195 para tudo o resto — roupas, saúde, lazer, imprevistos. E ainda não contaste o seguro do carro (€40/mês se rateado), o IMI trimestral, nem aquela subscrição de gym que usaste duas vezes. Quando começas a mapear, quase toda a gente encontra entre €100 e €200 por mês em fugas que não sabia que tinha.

Não precisas de cortar nada ainda. O primeiro passo é ver o mapa completo. Sem mapa, qualquer decisão financeira é um palpite.

Mapeia as tuas saídas do mês (3 min)

A tua promessa: Esta semana, domingo às 10h, vou abrir o extrato bancário dos últimos 30 dias e mapear todas as saídas por categoria.