Torna-te alguém que manda no orçamento — não o contrário
Em 5 min vais saber: como criar um orçamento de 5 categorias com margem de segurança e corrigir quando o mês corre mal
Já mapeaste o teu mês (B1-L02) e viste para onde vai o dinheiro. Agora vem a regra: cria um orçamento de 5 categorias com margem de segurança e corrige quando o mês corre mal. Um orçamento não é uma sentença — é um plano que aceita que as coisas mudam.
Antes de continuares: se mapeaste as tuas saídas no mês passado, qual foi a maior fuga que encontraste — e sabias que ela existia?
(Resposta no parágrafo seguinte.)
As cinco categorias: habitação (renda ou prestação + condomínio), alimentação (supermercado + refeições fora), transportes (passe + combustível), compromissos (prestações de crédito, seguros, rateado) e resto (lazer, saúde, roupa, imprevistos). A regra dos 50/30/20 não é má, mas em Portugal com rendimentos entre €700 e €1 200 líquidos, a habitação sozinha pode comer 45–50%. Por isso, o que importa mesmo é a margem: reserva pelo menos 5% do líquido para o que não planeaste.
Vamos a um exemplo. Recebes €950 líquidos. Habitação: €450 (47%). Alimentação: €180 (19%). Transportes: €55 (6%). Compromissos: €95 (10%). Resto: €120 (13%). Margem de segurança: €50 (5%). Se no dia 18 do mês o carro avaria e a conta é €200, não és tu que falhou — é a margem que foi curta. Na aula anterior (B1-L02) descobriste as fugas invisíveis; agora usas essa informação para decidir onde podes apertar sem entrar em modo de castigo.
Se o mês corre mal, não abandones o orçamento. Ajusta. Move €30 do lazer para a margem. Adia uma compra não essencial. O orçamento funciona porque se corrige — não porque é perfeito.
Habitação em Portugal: 35–50% do líquido | Margem recomendada: ≥5% | Zero margem: risco de endividamento
Cria o teu orçamento de 5 categorias (2 min) →
A tua promessa: Esta semana, segunda-feira às 20h, vou criar o orçamento de 5 categorias com os meus números reais.